Nikolai Fraiture, baixista do Strokes, esta de projeto paralelo novo; aliado ao companheiro de banda Albert Hammond Jr e sob o nome de Nickel Eye o projeto parece ser algo grande que reune diversas participações como de Regina Spektor, Nick Zinner guitarrista do Yeah Yeah Yeahs, mais uma série de músicos de outras bandas, e tudo isso son o comando de Mark Ronson, que vire e mexe desde o dia 6 de junho vem soltando algumas previewa das tracks dos caras no site de sua radio, Eastvillageradio.com.
Mais infos sobre eles podem ser encontrada por enquanto apendas no breve myspace dos caras. Note bem agora em duas das tracks do Nickel Eye, marcas registradas do padrinho da nova geração, Mark ronson ;)
As duas se juntaram ao duo Radioclit (Johan Karlberg and Etienne Tron) e todos produziram a faixa “Get it up“, assim só de brincadeira. Pode ser? Pode, lá no player do myspace dele, a primeira faixa. Sente só o clima ;)
E a moça aí do lado, será que pode brincar de montar um projeto paralelo, intitulado Native Korean Rock pra fazer um showcase só pra chegados ali no Brooklyn? Claro que pode, então canta suas canções de amor, Karen.
“I felt really nostalgic about playing love songs in New York in the summer because it’s pretty much what I did before Yeah Yeah Yeahs. It’s just what I felt like doing right now so I don’t think there will be any more shows like this. The main thing I’m concentrating on is the new Yeah Yeah Yeahs record, which we’ve been working on for a while and it’s nearly done. It should be out by early next year.”
Pois bem, pra ir dando o clima geral e alimentando desde já sua saciedade, a JamesBox do bar James foi atualizada com uma seleção especial feita por mim.
Um pouco de algumas sonoridades, daquilo que comentamos e consumimos através aqui do blog, de Yeasayer a Lupe Fiasco, saca só o contexto aqui do lado.
No mais, esperamos você daqui de Curitiba lá. Além de alguns colaboradores da INMWT (Lais, Vinícius, Pietro, possivelmente o Lucas), teremos os sets do Bernardo (Wonka), Cá (com seus vocais femininos), do Renan (Eletrochic) e de mim, com várias sonoridades reunidas, abrindo a noite e passando-a a cargo dos convidados. No vemos lá, então? ;)
Uma aura de mistério paira sobre Burial. Ninguém sabe ao certo quem ele é. Em Fevereiro desse ano, o jornal inglês The Independent noticiou que Burial é o pseudônimo de William Bevan, um ex-aluno da Elliot School de Londres (um ano acima do também ex-aluno Joe Goddard do Hot Chip).
Mas, por que tanto interesse nesse artista sem rosto? Simples: porque a música que ele faz é fantástica. Lançado no final do ano passado, “Untrue” é o segundo álbum de Burial e, não por acaso, foi relacionado por várias publicações em suas listas de “Melhores do Ano”, sempre com estrelinhas douradas beirando o máximo da cotação.
O disco oferece uma cinematográfica viagem de 50 minutos pelo denso terreno do dubstep (uma mutação cibernética com raízes no drum’n’bass, UK garage, grime e dub), tudo envolto por synths com timbres de cordas celestiais, ruídosindefiníveis, batidas opacas e vocais angelicais planando sob a magistral manipulação de Burial: às vezes, é impossível saber se as vozes são femininas ou masculinas; elas são recortadas, distorcidas, repetidas, tem seu tempo acelerado e diminuído. O resultado é renovador e impressionante.
Difícil destacar alguma faixa num álbum tão homogêneo, mas as baixas freqüências e a batida desorientadora de “Shell Of Light”, a assustadora “Endorphin”, os vocais em outra dimensão de “Near Dark” e sobretudo a emocionante “Archangel” são suficientes para convencer o ouvinte.
Além de Burial já ter trabalhado em remixes para Thom Yorke e Bloc Party, outra curiosidade a respeito do produtor é que ele afirma criar sua música no PC com o software Sound Forge – coisa que muita gente diz ser impossível. Mas, sinceramente, quem se importa? O que fica mesmo é a pergunta: e agora Massive Attack?
Venha confraternizar com a gente, nesse final de mês. Pra começar Agosto bem! Se não viu ainda, confira como foi a INMWT de Junho e se anima. Esperamos você lá ;)
Será que existe alguém que realmente não goste de festas e projetos saudosistas? E o que ele alegaria? “Retrocesso musical”? “Mesmice”? “Oportunismo”? Bullshit! Reviver é preciso. Acredito que olhar pra trás e revirar a história musical nos ajuda a entender porque o som de hoje é como é. E há até quem acredite além e defenda a teoria de que de tempos em tempos a música retorna exatos 20 anos. Será? Lembro bem que no final dos 90s as pistas do mundo inteiro foram invadidas pros faixas que sampleavam a disco dos 70s e que muitas delas foram TOP-alguma-coisa, fazendo história em cima da história. Outra prova talvez seja a força com que tivemos nos últimos anos revivals de bandas dos 80s retornando do limbo e até gravando bons albuns (thanks, B-52s). E justamente pegando carona nesse flash-back oitentista que nasceu o Rewind, iniciativa espanhola do site Buffet Libre, que sem dúvida é um dos maiores sites da Espanha totalmente dedicado a “new music”.
Rewind is a non-commercial project intended as a unique tribute to one of golden ages of music history. Each of the 57 artists in the line up has boarded their very own time machine and covered one of their favourites 80’s anthems.
Sentiu o tamanho da “brincadeira”?
Confira a lista completa de quem participou dessa primeira parte do projeto e já liberou seu remix/cover pra download gratuito:
Someone Still Loves You Boris Yeltsin, Dragonette, Moulinex, Xinobi, Overthrill, Cryptonites, Frankmusik, Sidechains, RAC feat Karl Kling, !Trash Yourself, South Central, Culture Prophet, Vitaminsforyou, Lismore, The Cloud Room, Mr Miyagi, Purple Crush, Levy, Electric Soft Parade, The Paper Scissors, Pomomofo, Saint Bernadette, Hello Tokyo, Cloetta Paris, Friday Bridge, ER2, Mark Mallman, Lucknow Pact, The Social Services, Band In A Box, We Are Soldiers We Have Guns, The Amplid, Oh Snap!, Fil Ok, Per QX, 3 is A Crowd, Mono4, Malk, Emotiquon, Julian Nation, Heartache, Hidden Cat, The Missiles, Database, CSK OK, Joe And Will Ask?, Cannonball Jane, The Fatels, Ruby Isle, PYT, Louis La Roche, TempestDisco, GlitchBitch, Keenhouse, Royal Rumble, Daroc, Adventure Kid.
Ok, você não conhece a esmagadora maioria deles, mas haveria oportunidade melhor pra conhecê-los? Destaque pros 2 projetos brasileiros representando: Database (cujo remix em questão já foi abordado aqui) e Mono4, além do querido espanhol Sidechains, que já foi devidamente apresentado aqui.
George Benson - Turn Your Love Around (Database Remix): Play Now
Madonna - Into The Groove (Sidechains remix): Play Now
Quer mais? Baixe logo o big pack (474 MB) com nada menos que 57 faixas da primeira parte do projeto e fique do olho no site do Buffet Libre, que a segunda pode sair a qualquer momento. :)
Desde que o Last.fm era só o Audioscrobbler, a gente é entusiasta do site. Não apenas pelo tema, mas pela ótima idéia, implementações e os serviços oferecidos. Os caras sempre trabalharam bem, visando não apenas a agilidade do scrobbler, mas também fomentando a vida musical em comunidade, promovendo artistas novos, aprimorando e oferecendo boa ferramenta de pesquisa e também, se bem utilizada, permitindo boa divulgação.
Além disso, melhoraram aos poucos o visual de forma brilhante. Eu considerava o antigo design lindo e os serviços extremamente todos proveitáveis. Mas, a coisa não funcionava bem, pelo que parece. O scrobbler era instável, a vida em comunidade tímida, os serviços como a pesquisa não estava bem implementado e não era muito utilizado, etc. Ou seja, não que estivésse ruim, mas certo é que eles sacaram que não estava sendo tão bem utilizado quanto poderia, entre outras coisas.
A equipe dos caras, que sempre trabalhou em prol dos usuários e nós sempre a elogiamos, desde que os caras eram um grupinho numa salinha, resolveu agilizar as coisas e reparar o que não andava bem. Lançaram a nova versão beta, desde Maio, e foram fazendo os devidos testes e corrigindo as urgências até abrir o beta a todos os usuários, agora em julho. E, então, veio a gritaria generalizada.
Antes mesmo de abrir para todos, já tinha usuário reclamando da mudança sem sequer utilizar as novas implementações. Como se caso o visual mudasse para o ‘menos bonito’ o serviço cairia na mesma proporção. Uma lógica burra. “Ui que feio, não gostei”. Lamento por quem está avaliando por aí. Antes disso, pergunte a eles assim então: “por que não poderia ter desenvolvido tudo naquele visual mesmo?”. Aí começa o diálogo. E os caras vão apresentar os porquês (dê uma lida no blog), quem sabe abram até abram o jogo e revelem a tática de mercado por trás do novo visual, pois se assemelhar ao Facebook não deve ser de graça, etc.
Enfim, não vou entrar nessa discussão do mais ou menos bonito. Pra mim, isso pouco importa, afinal feio também não está. Se mudou e está no mínimo ok, então a gente se acostuma. Pois, o que irá determinar essa passagem serão os serviços implementados. Algumas mudanças como a pesquisa, o destaque aos artistas e a tentativa em promover mais e melhor a vida em comunidade estão claras e são melhores. Aos poucos, você vai percebendo que há mudanças que estavam pedindo o redesenho da estrutura e uma alteração mais radical que apenas um reparo aqui e ali.
Segundo o que consegui sacar, o scrobbler está sendo melhorado, a velocidade de navegação também, etc. Como ainda não deu tempo de avaliar, não vou comentar muito, preciso ter mais tempo pra usar tudo. Mas, de cara, dá pra concluir duas coisas: 1) falar que é feio e ir reclamando do last.fm é estúpido e 2) o voto de confiança nos caras, que merecem, permite que utilizemos o serviço até sentir se as mudanças promovem as funcionalidades ou não fazem diferença.
Aí, depois disso, você dá seu feedback com as devidas considerações, que tenho certeza que os caras levarão em conta. Agora, ficar mandando email com reclamação, desde já, como está ocorrendo, pode até ser que os faça voltar à versão antiga, mas certamente não revela que os usuários deram valor ao que mais importa ali, que é o serviço.
Fui fazer uma visita ao Trabalho Sujo e fui recebido com um “Que tal o Feed for animals em video?” Pois é, tem um sujeito que está transformando, literalmente, faixa a faixa em video-clipe. Saca só o 2o. de 14, da música “Shut the club down“.
Direto de São Petesburgo surge esse incrível duo bem colorido, que por ser tão colorido e alegre já foram chamados de gays e em razão disso fizeram uma musica com o título de “I’m Not Gay“. Se você é está afim de escutar uma proposta bem divertida vale a pena conferir YOGO!OYOGO!
Está claro que cheguei atrasado. Confessei no meu post sobre a banda, dias atrás. Como se o conteúdo da confissão fosse importante… Quem dá a mínima para o atraso?
A urgência com que se vive o ‘hoje em dia’, às vezes até ela precisa de um tempo, certo?, até essa urgência precisa fingir para si mesmo que a vida tem maior sentido que uma novidade, o jornal de hoje, a pré-estréia e por aí vai.
Por que você diz isso, Denis? Pois bem, meu caro, você que se dedicou a ler até aqui, que se dedicou a ler sobre o Yeasayer dia desses (ou que se dedicará) e compartilha do verbo que estou conjugando, esse post é para os que se deslumbram (deslumbrar que vem do verbo admiração, manja? Conjuguei ele aqui antes de ontem sobre o Lupe Fiasco. Conjugo ele aqui direto).
Deslumbrar-se no sentido mais íntimo. Quando você descobre algo que, independente da época em que surgiu, lhe faz querer gritar para todo mundo à sua volta “você já ouviu isso!?” (E se o sujeito já ouviu, você reclama: “e como nunca me falou a respeito!?”) Bom, esse é o espírito da INMWT, que se às vezes parece um blog informativo (lamento os deslizes), você que acompanha a tempo suficiente sabe que é do sentimento de partilhar algo junto que nós surgimos. Eis o que sustenta tudo.
Não somos jornalistas, não somos críticos e não temos pretensão a nenhum desses partidos. Gostamos de falar do que gostamos com a vontade maior até do que o conteúdo. Mas, saiba (e creio estar claro) não maior que a sinceridade. O que é a sinceridade? Não é o entusiasmo pela banda dos amigos, da novidade descoberta, pelo oportunidade de ganhar visitas, é a sinceridade que não precisa estar escrita.
De fã para fã de música boa ou ruim (quem atestará? Não importa, músicas das quais gostamos demais), permita-me insistir no tema e colar aqui esse video feito pelo Blogoteque, video no qual a banda canta “2080″ ali na hora com o povo que estava naquele apartamento, qual recebeu reclamação do morador vizinho a respeito do “barulho”. Depois, mais embaixo, eu colo a letra da música (não vou comentar, só leia) e o link pra mais um video, esse agora feito pelo Pitchfork.tv.
É um prazer para mim esse blog existir para que eu possa compartilhar essas coisas com você. Você mesmo, que em relação a outro artista que eu gostei pode ter detestado. A pluralidade, ‘hoje em dia’, é mais urgente ;)
Verse 1:
I can’t sleep when I think about the times we’re living in,
I can’t sleep when I think about the future I was born into,
Outsiders dressed up like Sunday morning,
With no Berlin wall what the hell you gonna do.
Chorus:
It’s a New Year,
I’m glad to be here
It’s a fresh spring,
So let’s sing.
In 2080
I’ll surely be dead
So don’t look ahead,
Never look ahead
It’s a New Year,
I’m glad to be here
It’s the first spring,
So let’s sing.
And the moon shines bright
On the water tonight
So we won’t drown
In the summer sound.
Verse 2:
If you find me I’ll be sitting by the water fountain,
Picket signs, letdowns, meltdown it’s Monday morning
But it’s alright, it’s alright, it’s alright, it’s alright
It’s alright,
Cause in no time, They’ll be gone I guess I’ll still be standing here.
Chorus
Bridge:
Yeah Yeah we can all grab at the chance and be handsome farmers,
Yeah you can have twenty one sons and be blood when they marry my daughters,
And the pain that we left at the station will stay in a jar behind us.
We can pickle the pain into blue ribbon winners at county contests.
Esse mix, bastante esperado, saiu no final do mês passado. O Alexandre Heringer postou o download pra gente na mesma semana, lá na comunidade, mas só pude conferir agora. Então aproveito e já compartilho com vocês pelo player da INMWT.
Betin Cocek - Intro Ca-Ca (PIC) Erykah Badu - The Healer (Motown) Nostalgia 77 - Seven Nation Army (CDR) Dabrye - This Is Where I Came In (Ghostly) Dabrye - Game Over (Flyin Lotus mix) (CDR) Mr.Oizo - Z - (Ed Banger) Portishead - Machine gun (Island) Ratatat - Bird Priest (XL) CSS - Lost (Dj Mehdi rmx) (CDR) Syl Johnson - Different Strokes (Twilight Records) Benga - Pleasure (Tempa) Rusko - Mr. Chips (CDR) Alter ego - F**kingham palace (Modeselektor rmx) (Klang Elektonik) Radioclit - Secousse (Mental groove) Radioclit - Secousse (Crookers Spino mix) (Mental groove) Crookers - Il Buono (Mad Decent)
Tommie Sunshine - Limit Of Your Mind (Nic Sarno Remake) (CDR) Crookers -Il Cattivo (Mad decent) AC/DC - Thunder (CRKRS 10 min re-fix) (CDR) Plastikman - Spastik (CDR) Jape - Floating (D.I.M. Rmx) (CDR) Chromeo - Fancy Footwork (D.I.M. Rmx) Chromeo - Fancy Footwork (Crookers Rmx) Boy 8 Bit - The Things That Freeks Are Made Of (CDR) Kw Griff - The Force (CDR) N.E.R.D. - Everyone nose - Phra re-fix Outlander - Vamp (CDR) Crookers - Il Brutto (Mad Decent) Crookers - Il Brutto (Bloody Beetroots Il Bruttissimo rmx) (Mad decent) Alan Braxe - Addicted (CDR) AC Slater - Jack Got Jacked (Jack beats remix) (Palms Out Sounds) Don Rimini - Let Me Back Up (Crookers Tetsujin mix) (Mental groove) Crookers - Sveglia (Southern Fried) Crookers - Knobbers (Southern Fried) Duke Dumont - Hoy (Dubsided) Math Head - Get Hype (Trouble and Bass) Math Head - Turn the music up (Trouble and Bass) Kid Cudi - Day’n’night (Crookers mix) (Fools Gold) Busy P - To protect the entertain (Crookers mix) (Ed Banger) Crookers - Big Money Comin’ (Southern Fried) Yelle - Ce Jeux Acapella (CDR) Foamo - Rockerman (CDR) TJR - Sonic Chronic (Lee Mortimer mix) (CDR) Bumblebees - Rio (Crookers mix) (Modular) Crookers - Magic Bus (Southern Fried) Crookers Ft Kid Cudi - Embrace the Martian (Southern Fried)
No post passado, provoquei o Claudio, que deveria ter citado Yeasayer em algum lugar, seja no blog ou no podcast dele, afinal (você sabe o porquê pois já escrevi lá). Pois bem, agora novamente faço referência a ele pois muita coisa boa que estou ouvindo, esse ano, vem do cara.
Dia 9 de maio, surgiu mais um episódio do Tanque, podcast acima referido1. Intitulado “Colheita maldita“, nele o Claudio garimpava o hip-hop recente (dezembro/o7, Janeiro/08) e apresentava artistas de peso, ainda que sem muito respaldo por aqui. Foi dali que tirei o Blak Spade2 e, agora, apresento a quem ainda não conhece, o rapper Wasalu Muhammad Jaco.
Lupe Fiasco - The Cool (Dez/07) - Fighters (ft. Mathew Santos): Play Now
De 2005 a 2008, Lupe Fiasco se tornou um rapper diferenciado, entre aqueles que não anseiam o maistream, são convidados por aclamação, como foi o caso. O hip hop é um gênero fértil, há muito talento e verdade presente nos artistas dessa sonoridade, dos que percorrem as vias alternativas aos que estão nos holofotes.
Que Kanye West fez um dos álbuns mais fodas (”Graduation“), disso não temos dúvidas. Mas, perceba, se você puder fazer o exercício de ouvir os dois e comparar, o quanto a sonoridade possui roupagens diferentes. São linguagens que atendem a épocas um tanto distantes no tempo histórico, mas ambas atuais. Como isso?
Lupe Fiasco remete ao rap que vou chamar de poético, já Kanye é mais glamuroso. A diferença na coloração das músicas é evidente, as texturas de um se transformam no embalo do outro. Duas épocas, eu disse acima? É mais no sentido de que, pra mim, rola dizer que se pegar esses dois álbuns lançados em 2007 (Graduation com The Cool), você estará ouvindo o que há de melhor entre as décadas de 90 e a de agora, no sentido “melódico”.
Se eu não sei explicar exatamente como eu vejo, dispense esses dois parágrafo e dê play nos álbuns. Tenho certeza que valerá bem mais a pena tirar as conclusões por si.
NERD
O fato é que o terreno anda bem fértil, e isso não é incomun a esse gênero, certo? Com Lupe Fiasco a coisa toda muda um pouco de figura, se você estava acostumado (como não estar?) aos gangsta de revistas…
Nosso rapper é assumidamente um nerd (fora do comun. Some aí as referências): skateboarder, adorador de video-games, mangás, Star Wars, muçulmano, Bansky, Nietzsche… e por aí vai! Bom, se você não, eu fiquei de cara. Talvez seja por isso que as verdades estejam tão próximas desse gênero (e eu estou falando dele e de caras como o Black Spade), pois deixando um pouco de lado a face glamurosa, você tem poesia urbana sob bases analógicas, rs.
Esse juízo não é por si relevante. Adorar (no sentido de adoração mesmo) o que está fora dos holofotes não significa que sob as sombras a estética é mais bem talhada. Mas, que há um ar romântico nisso, do qual não consigo me desinfluencirar, isso há. Papo estreito, nada de factual, ok? Só uma confissão que não me atrapalha o juízo mais racional. Quem me conhece sabe que odeio a distinção pop x alternativo. Portanto, que a ressalva tenha sido feita :)
THE COOL
Foi por onde comecei. Aliás, sequer terminei5. Nesse álbum, Lupe reúne alguns bons nomes (alguns que eu sequer sabia que existiam, fui descobrir quem eram. Gostei), saca só: Nikki Jean, Matthew Santos, Snoop Dogg, Sarah Green, Unkle, Gem Stones, etc.
Essa música que eu postei pra você ouvir e baixar, “Fighters“, acaba comigo. Considero-a sensacional. E não tem nada demais. Um refrãozinho bacana, o rapper lá cantando, uma base, texturas… Como se o simples fosse pouco, não é?
Eu realmente fico de cara e animado com o meu momento histórico, a época em que vivo, quando me deparo com artistas assim. Esse tipo de obra me faz aceitar com tolerância e serenidade todo tipo de hype, onda, tendência, mainstream… Não o contrário, e sabe por quê? Porque, no fundo, você sabe onde está o valor e que o mundo vai além, está ali logo mais, vá andando sem medo…
When the fighters are all around
All the lovers are underground
No one will save you anymore
So what’s happening, what you rapping about?
little boy. Is it cars? Is it girls? Is it money?
The world?
São pérolas que lhe aguardam. 19 faixas. E eu sequer comecei a ouvir o aclamado “Food & Liquor” (nome em referência a lojas de Chicago, cidade natal dele).
A essa altura do post eu já nem sei por onde comecei e aonde estou, foi mal. Dá uma assitida no video dessa música, que postei porque eu curto o modo como esse cara pensa. E, novamente eu digo, se ao menos 1 pessoa descobrir Lupe Fiasco através desse post, ele já terá valido a pena e esse blog se justificado mais um dia ;)
“Superstar” (ft. Matthew Santos)
ouça pelo nosso player aqui ou direto no post lá [↩]
que foi ouvido pelo Guga Azevedo e, essa semana, faz parte da programação da Lúmen FM. Achei foda [↩]
Tem alguma dúvida de que o Skol Beats, desse ano, vai ser inesquecível? Até quem não gosta de música eletrônica não passará ileso, rs.
Os dois videos, abaixo, trazidos da XLR8R, são apenas um aperitivo, pra você criar intimidade desde já e não chegar, na hora, e ficar receoso de se jogar. No video do Justice, Xavier fala do episódio com o Kanye west, você viu? O jogo de cena foi ruim, mas tempos depois o clipe do Kanye, para “Good life“, recebia a direção de So-Me, tal qual D.A.N.C.E., de que tanto gostamos e do qual Kanye é fã, rs.
Texto escrito por Marcus Vinicius Brasil, para o rraurl.1
Já está quase provada, ainda que não cientificamente, a teoria de que o pop escandinavo se encontra dentro de uma bolha de vidro, perdido num limbo de tempo/espaço inclassificável. Isso porque, mesmo que a cena musical de lá não seja nenhuma novidade e esteja entre as mais prolíficas do globo, ainda é um completo chute no escuro imaginar como vai soar a próxima novidade a emergir dos rincões gelados do norte europeu.
À primeira vista, o som da jovem Lykke Li pode até depor contra essa teoria. A cantora, saída de Estocolmo, capital da Suécia, se fez notar pela primeira vez graças a “Little Bit”, uma singela jóia de cristal que, afora seu atômico potencial pop devorador de atenções, não vai muito longe na fórmula já exercitada por alguns de seus compatriotas. Mas o lançamento de seu álbum de estréia, Youth Novels, prova que a garota sabe fazer muito mais que desenrolar um gogó encantador sobre bases instrumentais de folk.
O disco saiu no fim de janeiro, pela LL Recordings, e contou a produção de Björn Yttling - um dos membros do trio Peter, Bjorn & John, que reza a lenda tocam no Brasil ainda esse semestre. O resultado é uma reunião de doze faixas que passeiam por paisagens tão díspares quanto o folk eletro-acústico e o synth-pop trevoso à la The Knife. Entre os temas das canções, Lykke pode falar sem constrangimentos sobre um trompete que ela não consegue tirar da cabeça ou sobre amores surrealistas em terras gélidas, justificando o título do álbum e abusando de experimentalismos técnicos - como nas vozes distorcidas de “Breaking it Up”.
AÇÚCAR GÉLIDO
O vocal diabético da sueca pode dar, ao primeiro contato, a impressão equivocada de que alguns versos a mais causarão uma overdose sacarídea em ouvidos sensíveis. Mas o apelo melodramático dos vocais da cantora é compensado pelos arranjos frios e etéreos (ainda que melodiosos), letras metalingüísticas que insistem em falar sobre música (como as de “Melodies & Desire”, faixa que abre o disco) e uso homeopático de texturas sonoras excêntricas.
Se comparada a algumas de suas compatriotas como Sally Shapiro ou Robyn, a música de Lykke soa mais orgânica e menos influenciada pelo synth-pop e pela ítalo-disco dos anos 80. Os sintetizadores dificilmente predominam no arranjo, com poucas exceções como em “Complaint Department”, destaque do lado menos iluminado de Youth Novels e que não causaria espanto caso tivesse a produção assinada por Olof Dreijer.
Apesar do hit de Youth Novels ser mesmo “Little Bit” e seus versos apaixonados (”Eu apertaria o gatilho / escalaria uma montanha / pularia de um penhasco / porque você sabe, eu amo você”), há algumas outras pérolas que chamam a atenção à primeira ouvida. “Let It Fall” lembra as canções da jovem inglesa Kate Nash - ainda que com uma dose extra de originalidade - e “I’m Good. I’m Gone” aposta no pop eletrônico, com vocais distorcidos por um efeito robótico e refrão envolvente. O animado coral de “Breaking It Up” também é uma boa pedida para momentos do dia que exigem um estímulo extra à produção de serotonina.
Não se engane. Apesar da impressão emo-folk que as músicas de Lykke possam causar ao primeiro contato, Youth Novels é um álbum muito mais rico, tanto em seus temas quanto na sua sonoridade. A capacidade de se equilibrar entre o som amortizado de um Perro Del Mar e a efusão sintética de uma Annie faz da cantora sueca mais uma das boas surpresas que corroboram com a teoria de que a Escandinávia fica mesmo localizada em uma quarta dimensão musical.
o texto foi cedido pelo autor, em colaboração à INMWT. Acesse o post original aqui e puxe mais 2 mp3’s, na página do autor no rraurl. Mais textos de Marcus Vinícius agora no Soundscoop [↩]
Amy lançou, semana passada, esse EP com 4 clássicos do Ska. Um deles, “Cupid” (do Sam Cooke), você já ouviu na coletânea Radio 1 Established 1967. Some a esta, agora, também “Monkey man” (Toots & The Maytals), “Hey little rich girl” (The Specials) e “You’re wondering now” (Andy & Joe). Ouça o côver do The Specials enquanto você puxa o EP por aqui.
Amy Winehouse - The Ska EP (2008) - 02 - Hey little rich girl (The Specials): Play Now
Use o ótimo www.pageflakes.com
para se manter atualizado. Nele, além de mais funcionalidades, você também recebe e lê todos os blogs e sites, que costuma visitar mais, em apenas um clique. Se liga nessa ; )
Ajude-nos
Se em seu navegador o nosso blog não é corretamente visualizado, por favor, nos avise, ok? Thanx!
Comentários recentes