Archive for Março, 2008

INMWT “Party” > Março é hoje ;)

 

 

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The Last Shadow Puppets [update]

Bom eu já tinha postado há algum tempo aqui sobre eles right? Porém quando eu fiz o post ainda não havia nenhum material da banda além do teaser, mas agora já tem!!

check it out!

Site oficial do video - The Age of understatement

 
icon for podpress  The Last Shadow Puppets - The Age Of Understatement: Play Now

 
icon for podpress  Teaser do Last Shadow Puppets: Play Now

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PRAOUVIR > As novíssimas aventuras da família buscapé

Pra quem acompanha o trabalho do Claudio, e pra quem não acompanha, volta e meia reforçamos o convite para tal ou lembramos a respeito. Saiu, há quase 10 dias, o epísódio 4 do Tanque, você já ouviu ou baixou? Se não, esse post está aqui pra lembrar você. Leia tudo por , mas pode ouvir por aqui também ;)

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Gnarls Barkley, The Odd Couple

gnarls.jpg

“Um estranho casal”. Talvez a referência à peça de 1965 (que três anos depois virou filme), no título do 2º álbum da dupla, seja menos importante que o significado da expressão. Vida individual? Carreira juntos? Realidade? O que eles querem nos dizer?

Ao ouvir o novo álbum, seja por quais motivos forem que Danger Mouse e Cee Lo optaram pelo título, aliado à arte retrô da capa, está claro que se inspiram em sentimentos tão contemporâneos quanto sua própria música expressa desde St. Elsewhere: desamparo, angústia, esperança, incertezas, procura constante por sentido…

“I don’t understand how I’m so understanding. I guess that that’s all I can be” (Charity Case”), “Freedom is confusing me. Still I try I never know what to do” (Going On), “All I’m saying is sometimes I’m more scared of myself” (Run).

St. Elsewhere já apresentava a direção. Agora, em The Odd Couple, você tem apontado um sentido. Esses dois caras percorrem as vias estreitas da essência humana mais ordinária, pra mim isso está claro. Eu posso não entender suas motivações, muito menos as circunstâncias nas quais vivem e criam. Se em Baltimore ou Atlanta seus amigos sofrem desse desalento, o qual incita a dupla expelir em forma de música e em tom de clamor por respostas.

Eu posso também não entender direito sequer as letras das músicas que eles cantam ou as origens das sonoridades que os influenciam. Mas, o ritmo que as conduz, o compasso em que se expressam aliado ao vocal por vezes desesperador e animado de Cee Lo, toda essa harmonia musical que encontramos na obra, isso tudo ultrapassa fronteiras de tradução e cultura e nos alia como seres humanos em constante vai e vem à procura de sentido nos fatos, relações, realidade, como você queira, como você sinta, como você se questione.

E é procurando essa voz consonante que leio o título das faixas “Charity Case, Who’s Gonna Save My Soul, Going On, Run, Would-Be Killer, Open Book, Whatever, Surprise, No Time Soon, She Knows, Blind Mary, Neighbors, A Litte Better” e encontro-a expressa, ainda que velada. Ouço as músicas e, com esforço, estreito meu entendimento para o que tentam transmitir-me de modo tão bem feito.

Sem sombra de dúvida, um álbum para se ouvir repetidamente, sem expectativas nem juízo, apenas pelo prazer de suas músicas. E, aos poucos, conforme essa voz consonante passe a falar mais contigo ou for se tornando inaudível, na mesma medida em que os juízos forem sendo feitos, uma boa coisa que importa foi termos mantido contato e dado atenção a um belo trabalho musical, quer gostemos ou não, afinal, temos andando tão carentes de direção, que atualmente se deparar com um álbum ouvido do começo ao fim já é algum indício de sentido.

Se, além disso, esse álbum nos disser algo, seja através dos autores ou de nossas próprias vozes internas, teremos resistido à esquizofrenia cotidiana, resistido à impaciência de se dedicar a prestar atenção a todo um trabalho e, melhor, nos permitido acessar, via percepção, bem ou mal, o caminho ao que nos é mais intuitivo, lá onde se fazem os melhores juízos, habitam os mais belos sentimentos e onde se encontram nossas paixões, desejos e esperanças reunidos. Teremos visitado esse lugar tão negligenciado pelo tempo escasso da modernidade. Lugar aludido e visitado em Going On, Run e outras faixas, de Odd Couple até St. Elsewhere.

ps.1: pra download, na comunidade.
ps.2: quis já escrever sobre o álbum, até precipitadamente, pois como não sou jornalista, então preferi escrever sobre minhas imprecisões mais imediatas, sem racionalizar muito o trabalho deles. Por gentileza, permitam-me as digressões e estejam à vontade para o mesmo ;)

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PNAU

PNAU

Nick Littlemore e Peter Mayes são os integrantes do projeto PNAU, duo australiano que faz músicas divertidas e felizes, fáceis de se deixar levar.

Lançaram o debut álbum “Sambanova” em 1999, pela Peking Duck label. O segundo se chamou “Again”, e saiu em 2003 pela Warner Music Australasia. No entanto, foi só com o terceiro álbum da dupla chamado “PNAU”, lançado no segundo semestre de 2007 pela Australasia, é que a banda realmente despertou a atencão do público e atraiu toda a “blogosfera” para os megahits powerpops/bubblegum do disco.

Sério, músicas como “Baby”, “Shock to my System” e “Come Together” demoram horas pra deixarem a minha cabeça em paz depois de escutá-las.

 
icon for podpress  PNAU - Baby: Play Now

 
icon for podpress  PNAU - Shock To My System: Play Now

 
icon for podpress  PNAU - Come Together: Play Now

 
icon for podpress  PNAU - Baby (Breakbot Remix): Play Now

E esse vídeo então? Super compatível com o estilo PNAU, que tem um morango de mascote. (kkk)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=XKrRYUP107A[/youtube]

PNAU - “Baby”

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Tokyo Police Club com Álbum Novo.

A banda é bastante recente, começaram de verdade em 2005, os trabalhos anteriores dos meninos eram com eles mesmo, deu saudade e voltaram com tudo e com o nome Tokyo Police Club. A primeira aparição na TV só aconteceu ano passado no Late Night with David Letterman, em que tocaram “Nature of the Experiment“, música que se encontra no primeiro álbum.

Seu novo álbum, Elephant Shell, que tem data de lançamento para 22 de abril deste ano na América do Norte e 5 de maio para a Europa já se encontra disponível na internet, pois é hoje em dia é difícil controlar esse tipo de coisa, o que já está deixando a gravadora perturbada.

O novo trabalho veio muito mais consistente, percebe-se claramente a evolução dos garotos, em singles como “Your English Is Good” e “Tessellate“, se comparado ao “A Lesson in Crime” e o EP “Smith“, além de muitas outras que sinceramente, me prenderam durante a semana, o álbum é bastante viciante, vale a pena conferir, quem já gostava da banda vai se identificar com o novo.

 
icon for podpress  Your English is Good: Play Now

 
icon for podpress  Tessellate: Play Now

O álbum está disponível na comunidade da INMWT, aqui.

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Downloadmp3rock

down.jpg

Mais um blog amigo fez retrospectiva 2007. Agora, foi o blog acima, que tu acessa direto por aqui e puxa a coletânea toda. Eu adianto o setlist, abaixo. Tá massa!

CD I

01 We Feel Safer at Night - Takka Takka
02 Chelsea Dagger - The Fratellis
03 Hotel Roosevelt - Augustana
04 505 - Arctic Monkeys
05 Ain’t Comin’ Home - Silvertide
06 Kiss Kiss - Yeah Yeah Yeahs
07 Forever Lost - The Magic Numbers
08 Time Awaits - The Kooks
09 The Hardest Button To Button - The White Stripes
10 Tears Dry On Their Own - Amy Winehouse
11 Wandering Kind - Laura Veirs
12 Showdown - Boy Kill boy
13 Because I Want You - Placebo
14 No Way - The Breeders
15 I Owe - The Living Things
16 In The Blink Of An Eye - The Perishers
17 The Okay Song - Orson
18 Black and White - The Upper Room
19 Evil and a Heathen - Franz Ferdinand
20 Arizona - Kings Of Leon

CD II

01 Crooked Teeth - Death Cab For Cutie
02 Cool Cody - Rose Hill Drives
03 New York Gold - Thunder Express
04 The Heinrich Maneuver - Interpol
05 Details Of The War - Clap Your Hand Say Yeah!
06 Learnt My Lesson Well - Kaiser Chief’s
07 Over My Head (Cable Car) - The Fray
08 Wucan - Black Mountain
09 Joker & The Thief - Wolfmother
10 Believe - The Bravery
11 Such Verve - Cut City
12 Missed The Boat - Modest Mouse
13 Can’t Get Along (Without You) - Hard-Fi
14 Wrestlers - Hot Chip
15 Store Bought Bones - The Raconteurs
16 Matador - Arctic Monkeys
17 Life’s a Bitch - Rock Kills Kid
18 Shut Your Eyes - Shout Of Louds
19 Ole Black ‘N’ Blue Eyes - The Fratellis
20 Ode to LRC - Band Of Horses

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Serotonina - Origami Killers EP

A banda do interior catarinense, Serotonina, está para lançar seu novo EP virtual “Origami Killers” com 3 músicas inéditas - Scissor Paper Rock, Gossip Wave, Touché Destiny - e um vídeo/animação para promover a energética Scissor, Paper, Rock.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=mO_2EU18zDs [/youtube]

Clipe de “Scissor, Paper, Rock” da banda Serotonina.

 

Pra quem não conhece ainda, bem last week, Serotonina vai do post-punk ao punk 8-bit com uma pitada forte e violenta do electro-punk de garagem (Começa mais sobre Serotonia em posts antigos).

Segundo Eduardo, vocalista, a banda vem sofrendo uma grande evolução comparando Origami Killers com as primeiras demos lançada na pagina do Myspace da banda:

“…as musicas estão mais desesperadoras, com uma pegada mais rock e sem deixarem de ser dançantes (ou estão até mais) nas composições.”

Depois dos problemas de ordem “Elza” com o Ep Colostro a banda não se arrisca mais a produzir ep’s sólidos e vender por conta própria, por isso Origami Killers será disponibilizado pela internet para download e já pode ser ouvido no Myspace.

Serotonina - Origami Killers (2008)

1. Scissor Paper Rock
2. Gossip Wave
3. Touché Destiny

Ouça no Myspace da banda

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Chester French

Maxwell e D.A Wallach formam o duo de sortudos Chester French, que após alguns anos “sofreeendo” na famosa universidade Harvard onde se conheceram e encontraram afinidades musicais as coisas começaram a fluír tempos depois, após terem sido um quinteto, um quarteto, um trio, produzirem um EP, “The Future Love” com apenas 300 doláres, ganharem uma batalha de bandas, e tocarem em diversos bares pelos USA, quando enfim, conseguiram o feito de terem sido “achados” por Kanye West, Pharrel e o seu grupo de produtores bombásticos N.E.R.D e Jermaine Dupri. Segundo Pharrel: “When I first heard Chester French, I felt like I had stumbled upon two geniuses.” Pois é, em fração de segundos os garotos estavam contratos pela Startrak/Interscope, selo pertencente ao autor da frase a cima, fazendo remixes para diversos artistas [remixes estes que vocês podem encontrar no myspace dos meninos, que além de apenas ouvir os fãs também podem opinar e escolher músicas de outros artistas, para que os meninos possam fazer o que eles chamam de “reconstruction” ou “Chesterize”].

A estréia dos meninos nos grandes palcos, ocoreu dia 11 desse mês no festival SXSW em Áustin nos USA, onde eles dividiram o palco com diversos artistas ínclusive o Vampire Weekend. A agenda dos rapazes está cheia até o fim desse mês, e o lançamento do primeiro álbúm “The Future Love” é aguardado para o final de abril. =)

 
icon for podpress  Chester French - Jimmy Choo's: Play Now

 
icon for podpress  Pharrel Willian falando sobre Chester French: Play Now

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Fallin’ in love with Patrick Wolf.

Experimental, esquisito, colorido, lindo e polêmico (em alguns sentidos), e extremamente talentoso sem dúvida, é o Patrick Wolf, que muitos conhecem há algum tempo, mas veja bem, apenas conhecem ainda não se apaixonaram, e levando em consideração alguns fatores envolvendo esse garotinho de 24 anos, há muitos, mas muitos motivos pra se apaixonar por ele, e tornar seu último álbum: “The Magic Position”, um dos seus cds preferidos de uns tempos pra cá ;)

Segundo ele, qual criança de 11, 12 anos nunca sonhou em ser um Pop Star? Ele por sua vez admite sim, ter sonhado e muito, diz ter trilhado um outro caminho, um caminho mais… experimental talvez, porém não deixou de correr atrás de seu sonho inicial, e recuperar o tempo de batalha e atingir tal posto com o lançamento do seu 3° trabalho: “The Magic Position” álbum que fez com que, quem ainda não conhecia o garoto, chegasse a conhecer. Quem acabou notando o músico de quebra foram as diversas listas de artistas pop que rolam por ai, premiações, buchichos, blogs, festivais e coisas assim, ou seja, o sonho de se tornar um pop star, estava sendo conduzido aos poucos. Situações e declarações envolvendo o músico, são fatores que despertam a curiosidade a respeito dele. Por exemplo, só fiquei sabendo da existência dele depois de saber da briga via internet entre ele e o Mika, briga essa que muita gente ouviu falar e se decepcionou com a atitude de Patrick. [atitude: após abrir um show de mika e até remixar algumas das faixas do cantor, Patrick chamou Mika na cara dura, de vendido, sem coração, cafona, metido e idiota como uma anta! ou algo bem póximo disso.]

O que também desperta uma certa curiosidade nas pessoas é ler ou até ouvir em alguns lugares que o David Bowie da nova geração vem de South London para o mundo e que independente do visual humm… arrojado, as semelhanças entre Wolf e Bowie vão além da parte externa da coisa, a paixão e a dedicação pela musica, contam na comparação. Bom, isso tudo desperta curiosidade, mais o que realmente chama atenção no moço é sem dúvida a sonoridade, pois ele não é apenas um cantor ou compositor, ele é um musico de verdade, que estudou e ainda estuda musica de verdade, que segue seus instíntos desde os 9 anos de idade, e que fugiu da escola aos 16 anos para seguir seu sonho; esse mesmo moço acredita que no mundo de hoje o amor é a linguagem mundial e que o que falta para um melhor convívio além do amor é a magia e a inocência em enxergar certas coisas. Enfim essas são algumas observações sobre este músico incrível, e com certeza devem ser levadas em consideração, para quem já conhece e pra quem ainda não conhece a oportunidade de se sentir de uma maneira diferente ao ouvir um artista tão único. e APAIXONANTE musicalmente falando; Vale muito a pena saber da história de vida dele, pois você passa a escutar sua música por um lado muito mais particular, fica a dica ;)

Official Web: www.patrickwolf.com/

Baixe aqui o álbum “The Magic Position” de 2007

 
icon for podpress  Patrick Wolf - The Magic Position: Play Now

 
icon for podpress  Patrick Wolf - Bluebells: Play Now

 
icon for podpress  Patrick Wolf feat. Lightspeed Champion - Souvenirs: Play Now

 
icon for podpress  Patrick Wolf - Gypsy king (live): Play Now

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Evento Adidas com ‘new music’

Hoje, tem evento de lançamento de uma nova calça da Adidas, que a está lançando em parceria com uma outra marca x (não lembro qual). Durante o Sábado todo, na loja Adidas do Barigui, rola coquetel, presença de gente famosa e eu, sim, eu Denis discotecando das 13 às 22hrs, representando a INMWT. Quem quiser conferir, está convidado, desde já, só passar lá.

adidas.gif

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Relax, take it easy

Lembro-me de quando escrevi sobre o Mika. O nome dele apareceu-me por acaso, lá na comunidade do Orkut, sem eu antes tê-lo lido por aí. Mesmo porque aqui no Brasil ele ainda era recente, seu álbum estava para ser lançado na Europa, naquele mês - era Fevereiro do ano passado. Ao ler mais sobre ele, chamou-me atenção sua formação musical, era um tanto inusitada pro segmento e fui instigado por isso. Procurei saber mais a respeito dessa formação, enquanto o álbum dele já estava sendo puxado, via eMule.

Download completed e então encantei-me ao ouvir o resultado, mesmo ficando claro, já na primeira audição, que se tratava de alguém inteligente aplicando uma boa fórmula num segmento de pessoas carentes, que é a cultura pop. (Algo contra isso, Denis? Por favor, você, saiba que não entrarei nesse mérito, aqui. Entendamos a cultura pop pelo que sabemos comumente dela, sem avaliações mais profundas). O lance que pegava àquela altura - e que é objeto desse meu texto - era qual seria a repercussão desse hype aqui no Brasil. Perceba comigo.

O que fiz foi ouvir sem preconceitos o álbum e acabar por adorar todas as canções, sem receio de estar cedendo à técnica de atrair ou cultivar fiés, que a igreja do pop possui (sim, há gente que fala tanto contra o pop que deve acreditar tratar-se de uma instituição com fins religiosos). Hoje, visto o que se seguiu após o lançamento de Life In Cartoon Motion, desde a reação dos adoradores freaks dispensáveis até as investidas contra dos críticos severos de tudo que “dá certo” e “funciona”, está um sujeito que não é tão bom cantor quanto parecia ou esperávamos que fosse (ok, ele não alcança notas mais altas sem desafinar, tá certo. Mas também há um grau de expectativa, em relação às suas qualidades, que para cantores quaisquer de bandas que gostamos sequer cogita-se avaliar, pense nisso), mas que alicerça ainda mais o poder do pop no patamar do qual nunca saiu, a saber, o reflexo das necessidades humanas (temporais) de consumo, tendo em vista desde a experiência estética, cara aos críticos e artistas, até o mero entretenimento, barato à massa.

Mika está na fronteira, entre o que seria bom e com valor estético acima da média e o que é simplesmente “ok, bacana” de se consumir, seja por sua leveza, alegria ou pouca exigência de interpretação. Suas músicas podem ser frutos (apenas?) de boas fórmulas, suas letras serem, entre outras coisas, mensagens baratas de otimismo, ele pode não cantar tão bem quanto aqueles nos quais se espelha (ou se assemelha), porém nada disso importa frente ao encanto que ele desperta quando você termina de ouvir todo o álbum (e tomo por base aqui os números de venda do seu primeiro álbum e o culto, na Europa, ao seu trabalho e, claro, várias opiniões de pessoas próximas, durante esse tempo todo). Talvez porque o que ele tem de ruim não desperte o senso (crítico) comum. Mas, ao mesmo tempo, e talvez por isso, o que ele tem de ruim não impede que qualquer um goste de ouvi-lo. Permita-me um paralelo. Muitos dizem detestar Coldplay, por motivos parecidos com os que eu dei aqui a respeito do Mika (fórmula fácil, letras não tão boas, cantor má o meno), mas esses mesmos muitos não deixam de se emocionar, comover ou sentir algo movimentar suas sensações ao ouvirem uma daquelas canções que os caras produzem muito bem. Truque? Técnica de marketing? Estratégia estética? Perguntas erradas.

Há uma crítica musical (especializada ou não) que gosta de apontar o que não é bom e não faz bem aos ouvidos, muitas vezes não partindo de algum princípio e critério válido claro (estético, ideológio, cultural, político, ou whatever), “avisando” aos ouvintes sobre o truque que estão lhes aplicando, pois bem, é essa crítica que também precisa entender o porquê disso que ela nega e contesta despertar nas pessoas o que, hoje, uma obra de arte se esforçaria para alcançar, mesmo com um crítico por trás defendendo e explicando esta, entre parênteses detonando aquela. A ascensão do pop vem na mesma medida que a decadência crítica, porém essa avaliação só é verdadeira se o crítico se colocar do lado daquilo tido como culto e belo, contra o que representa um desvio de caminho para a bela arte, que seria o atalho do pop. Vestir o pop com essa roupagem acaba atuando como um desserviço à crítica musical, aí partidária de uma esquerda estética, manja como?

E eu só estou falando isso tudo (e como consumidor, pois não sou crítico, nem jornalista) por dois motivos. Um, porque tenho lido cada vez mais o quanto não possuímos uma crítica musical competente (e isso dito por jornalistas sobre jornalistas) e, dois, porque passou um ano, desde que o álbum do Mika chegou aqui, e notei que a velha oposição entre o pop e o “alternativo” (palavra triste, pois é vazia de significação, hoje) continua descaradamente falsa e é disseminada pelos que estão à margem, e que ficam à margem, muitas vezes (e isso explica muita coisa) porque não têm opção, se é que você me entende. Esses, ao contrário dos que se mantêm à margem por convicção, pra mim são os que acabam misturando as coisas, tecendo comparações obtusas e confundindo aqueles que eles querem atingir mais do que os elucidando. Não há oposição aqui, entre esses segmentos, e os rótulos (em detrimento dos gêneros, uma pena) estão batidos ao mesmo tempo em que proliferam sem sentido, bem como as crenças estéticas de pessoas que praticam a crítica em casa, na escola ou no trabalho, pois em sua maioria essas crenças são alimentadas pelo gosto pessoal, o que desvia o foco de uma análise compromissada e responsável, tendo como resultado um discurso vazio e desatualizado, afinal, o momento histórico no qual vivemos exige muito mais da crítica e o que tem faltado a ela é justamente o que o baluarte do pop possui, a inteligência.

Eu digo a nós críticos (especializados ou amadores) pra olharmos para o pop sem as lentes do alternativo, a pose do artista, ou qualquer meio que não justifique o fim. Pois não se chega ‘lá’ sem passar por ‘aqui’. A fortaleza do pop é grande e extensa, exploremos-na, pois as portas sempre estiveram abertas, nós sempre estivemos sob suas cercanias e a cultura ocidental nunca deixou de ser alimentada pelos seus ditames.

ps.: eu falo da crítica especializada quando cito o que ouço e leio dos jornalistas (não possuo conhecimento de campo), porém como esse texto é escrito por alguém que é um simples consumidor que emite opinião, deixo claro que ele pretende mais falar aos comuns a mim do que à crítica especializada. Pelo fato dos papéis muitas vezes se misturarem e a fronteira não ser clara, sinto-me à vontade pra falar em termos que se servir a ambas as “categorias”, melhor.

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PRAOUVIR > INMWT Party # Fev/08

Trecho das discotecagens da 2ª Edição do ano de 2008. Mais uma vez, nossos agradecimentos ao Paulo Lampadinha, que deu o suporte técnico todo e realizou a captação junto.

Setlist

Dragonette by Midnight Juggernauts, The Film, Bloc Party by Boys Noize, Muve VS. Klaxons by ElectroSound, The Whip, Rinocerose vs Rinocerose, The Hives, The Libertines, Sabonetes

Próxima # 28 Mar
bar James
Cwb

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MGMT - “Kids”, o novo hit do verão

MGMT

Formado em 2002 por Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, MGMT passeia entre o pop psicodélico “paz e amor” dos anos 70 , o electro nuance, as vezes disco, de embalos sonoros desacelerado, o rock de suas canções noiadas, pegajosas e delirantes sem tirar o pé do folk e o visual da psicodelia colour flúor da new rave.

Como primeiro single de “Oracular Spectacular”, cd produzido por Dave Friddma (já produziu banda como Flaming Lips e Mercury Rev), vem a pop sintética lavagem cerebral “Time to Pretend”, os synths e o sua melodia grudam, faz você lembrar e cantar até quando ouve o caminhão de gás. O mesmo acontece com “Kids”, que tem tudo para ser o próximo hit de verão nos inferninhos embalados pela “new rave last week”, com seu college pop direto com sua sonoridade anglo-retrô paralela às produções electropop na medida certa. Já “Weekend Wars” nos lembra David Bowie em uma de suas melhores performances sonoras de seus tempo do ziggy stardust.

Lançado no começo de 2008, “Oracular Spectacular” está sendo considerado um dos melhores lançamentos até agora pela sua autenticidade e ousadia sonora, e isso por que o lançamento do cd não vinha causando nenhum alvoroço pelas comunidades alheias, foi quase que um lançamento sem previsão e expectativa.

 
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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Gdw77YeqeUY[/youtube] MGMT - Time to Pretend

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bIEOZCcaXzE[/youtube]MGMT - Kids

Parceria PenetrationClub e In New Music We Trust

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Os 50 blogs mais poderosos do mundo.

Gente, todo mundo adooora listas né? na verdade hoje em dia têm listas de tudo, e agente acha por ai desde as mais bacanudas até as mais bizarras, ou até as mais interessantes, nessas buscas achei uma que por sinal tem muito a ver com agente, a lista dos 50 blogs mais poderosos do mundo!! (ai que imponente isso rs.)

Ontem o site do jornal Inglês The Guardian, divulgou tal lista, que como eles mesmos introduziram, o conteúdo dos tais blogs passam por política, musica, fofocas, saúde e bem estar entre muitos outros. Enfim, você pode ver a lista com os comentários e tudo mais, aqui!!!

Vou postar aqui os primeiros lugares, o famoso top 10;

1. The Huffington Post

2. Boing Boing

3. Techcrunch

4. Kottke

5. Dooce

6. Perez Hilton **

7. Talking Points Memo

8. Icanhascheezburger

9. Beppe Grillo

10. Gawker

Depois de ver a lista inteira quais as conclusões?

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