Um quarteto inglês (ok, não é surpreendente) que toca bem aquele rock dos nossos tempos (acho que ninguém se assustou). E vocês se perguntam: “e daí?”.
Em entrevista com o vocalista dos Talk Taxis ,Will White, descobri que a banda começou há dois anos atrás quando ele conheceu, através de um professor de música, Dan, o baterista, que já estudava no mesmo colégio que Tom. Nathan, o último a se juntar ao grupo, era de um ano acima ao do Will no colégio. Com apenas dois anos (não percam isto de vista), a banda tocou no Latitude Festival, abriu para os Maccabees, Kate Nash e Jack Penate.
O que ouvíamos há dois anos atrás? Resposta fácil: Arctic Monkeys. Se ouvirmos hoje o Talk Taxis não nos impressionaremos tanto. Isso por serem sucessores do quarteto de Sheffield. A partir disso, podemos pensar mais a fundo a história do rock contemporâneo: o rock moderno pós-2006 não chegou até hoje em um ponto que possa soar muito diferente dos “macacos”, assim como aconteceu após os Strokes. Não estou excluindo o Arcade Fire, Clap Your Hands Say Yeah ou Mars Volta, que são muito mais anti-rock e por isso devem ser consideradas separadamente; assim como The Fratellis; em alguns termos, The Kooks; ou Kings of Leon, que são de influências diferentes e não são da mesma vertente de “new rock”. Ou seja, enquanto os irmãos (e primo) de Nashville ouviam atentamente Creedence antes de gravar seu primeiro disco, os Arctic Monkeys provavelmente se concentravam mais em Gang of Four. Ou até o Interpol, que não precisa nem ter sua influência máxima citada, mas que não mudou a “cara” da música. O mesmo raciocínio pode ser usado para Kaiser Chiefs e o britpop dos anos 80-90, Subways e sua tentativa de grunge.
O fato é que aconteceu algo similar ao surgimento da Bossa Nova em 58 quando todos os músicos foram correndo tentar aprender o violão sincopado de João Gilberto, só que dessa vez com Alex Turner. É por isso que no mundo pós-ArcticMonkeys, assim como era no pós-Strokes, às vezes se ouve apenas uma música de alguma banda nova e já se sabe o que esperar (isso pode resultar em erro: é só ouvir os dois discos do Libertines em seqüência para entender), mas é certo quando se ouve bandas como Moptop, Rockz, Little Man Tate, Milburn.
A vantagem disso é que as músicas são de fácil digestão e, com isso, podem tocar tranqüilamente em todas as pistas. Assim, “Back on the road” dos Talk Taxis pode estourar com facilidade. Agora, o que podemos fazer é esperar um disco novo do quarteto de Sheffield; mais uma imensidão de “bandas-cópia”; e, quem sabe, algo novo e diferente que vá apontar um novo caminho estético.
Ps: legal mesmo teria sido se todas as bandas tivessem resolvido copiar o The Horrors. Imagina?
Ps2: www.myspace.com/talktaxis
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uoww…
meio confuso isso, porém rola toda uma verdade…
enfim