The Kooks

Depois de muito tempo ausente, eu volto para dizer pouco. Vazou o disco novo do Kooks. Acho que a uma hora dessas, todos já devem tê-lo ouvido. O que acharam?

Sinceramente, acho que ou o assunto não rende, ou a minha percepção está péssima. Isso porque dediquei meus três últimos dias ao Konk. Minhas impressões: continuam na mesma onda pop com toques de reggae, só que aprenderam a fazer isso melhor; o disco tem uma constância que o faz ser bem mais agradável do que o Inside in, Inside out, ele corre bem sem termos que pular faixas; as guitarras estão muito mais legais; “See the sun” e “Mr Maker” tem o ar “Sofa Song”, “One last time” tem um “quê” de “Ooh La” (e o melhor de tudo, sem refrão), “Shine on” é a nova “She moves in her own way”, e “Sway” é a nova “I want you back”, “Stormy Weather” é boa pra se cantar junto - na verdade, todas deles são - , “Love it all” é adolescente demais - como todas as outras, “Gap” é a mais legal, “Do you wanna” , “Down to the market” e “Always Where I need to be” são o que há de mais pop do novo álbum.

Assim até parece que eu não gosto deles. Não, eu gosto. Só não sei por quanto tempo. A musicalidade da banda continua nos mesmos eixos de 2006, mas será que os fans também? Eu não. O que, provavelmente, os faz serem assim são as letras. Uma comparação com o Franz Ferdinand pode deixar o argumento mais claro: a banda escocesa também é pop, mas as letras, nem tanto. São mais maduras, não exalam um sentimentalismo superficial. A razão que faz os Kooks serem assim é impossível de se descobrir. Pode ser tanto um lado mainstream deles; pode ser até jogada de gravadora, que tem noção do sucesso com o público adolescente; ou, o pior, pode ser que tudo isso seja sincero.

É errado dizer que a banda é ruim, mas para que isso não seja feito, ela deve ser analisada a partir do parâmetro de uma banda que está estagnada em se tratando do conteúdo de suas canções.

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6 Comentários to “The Kooks”


  1. 1 no imageDenis (Quem sou eu?)

    Legal, Mario, gosto quando as pessoas se posicionam frente ao que estão consumindo, tá cheio de paga pau ou partidário de carteirinha, por aí. Tu gosta dos caras, mas não engoliu bem esse trabalho… Bacana dizer isso.

    Bom, eu estava pra escrever sobre eles, tenho ouvido esse álbum. E hoje mesmo discuti com minha namorada sobre esse lance de manterem o mesmo som do trabalho anterior, uma coisa meio Strokes, manja? Vai tão bem o primeiro que é difícil arriscar no segundo. Pra quê? Quem sabe no terceiro…

    Há quem goste mesmo é de que a banda não mude nada, faça sempre aquele mesmo sonzinho que os fãs tanto gostam. Óbvio que não é o ideal, mas tem sua parcela de valor. Posso ir além demais? É como rola com o Coldplay , que descobriram a fórmula mágica, então pra que sair daquele lugarzinho ao sol? Bom, são poucos os que têm coragem de sair do lugarzinho cômodo ao sol. Afinal, fosse assim, existiram mais Radioheads. Não, isso é pra poucos.

    Voltando ao Kooks, eu não postei por ainda não ter uma opinião digna de ser botada à prova. Mas, até agora, tenho gostado da postura deles e desse segundo trabalho. Mas, isso não basta, logo terei meus argumentos pra deixar bem claro os porquês. Enquanto não os tenho de todo, vou curtindo o álbum sem pensar muito, rs ;)

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  2. 2 no imageMario Sagayama (Quem sou eu?)

    http://www.nme.com/reviews/the-kooks/9611

    Pelo jeito, não somos só nós que achamos isso, Denis.

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  3. 3 no imageDenis (Quem sou eu?)

    Mario, achei-a muito exagerada, mas não vou julgar tão a fundo, pois sei lá qual a realidade dos ingleses e a percepção dos jornalistas de lá sobre suas bandas caseiras. Agora, tirando esse contexto, mantenho a impressão de exagero da parte dela. Fui ler os comentários e encontrei muita gente que, aí sim, concorda comigo, rs. Brincadeira, afinal, eu só discordo dela e pelos comentários tem gente botando a cabeça dela a prêmio, rs. Bom, como te disse, estou em cima do muro ainda, ouvindo o álbum somente pela 3ª vez agora…

    Mas, esse nosso papo a respeito deles faz todo o sentido, não é? Aliás, 2º álbum de banda que mandou bem no 1º sempre cai nisso.

    Agora, um lance… A guitarrinha do começo de “See the sun” e que se mantém durante a música dando o tom, e que encontrei também em “Love it all” e não saquei nas outras, ainda, é algo novo, não? Não lembro desse tom no 1º trabalho… Mas, enfim, detalhes só e mal anotado ainda, rs.

    Talvez eu escreva um post “re: The Kooks”, seria legal oficializar esse assunto e levantar essas questões mais a fundo.

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  4. 4 no imageMario Sagayama (Quem sou eu?)

    Achei esse joguinho deles meio exagerado. Mas acho que a NME escreveu a mesma coisa que eu (só se exaltaram demais).

    Escreva o post sobre o Kooks!!!

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  5. 5 no imageLucas Monteiro (Quem sou eu?)

    Acho uma ótima idéia oficializar o assunto. Admito que a primeira vista gostei do novo álbum, isso por gostar do trabalho anterior dos garotos, mas depois de um tempo ouvindo fiquei um tanto decepcionado pelo fato de até mesmo os acordes parecerem iguais os de outras músicas, fica soando a “remake” do “Inside In, Inside Out”.
    Vale citar sobre o que o Denis falou sobre o “lugar ao sol”, o que acontece é que não acho que acontecerá o mesmo com uma banda como eles, Coldplay realmente marcou, não vejo o mesmo com o The Kooks.

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  6. 6 no imageAna Luísa (Quem sou eu?)

    Ouvindo pela enésima vez o Konk eu resolvi procurar no Google alguma crítica sobre ele. E encontrei esse site. E muito do que eu pensei sobre o cd vocês escreveram, só que o que mais me chamou atenção foi a repetição de acordes do Konk no Konk! Reparem no começo de Always where I need to be e Down to the market; muito igual.

    Depois de ler o texto e os comentários aqui eu fui na casa de uma amiga e a gente conversou sobre o tema. Ela disse que a melhor ordem pra se ouvir os cd era o Konk, um especial do Konk acústico ou alguma coisa assim, extra, e o Inside In, Inside out. Né não? :)

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