
Depois de aparecer em álbuns de artistas como Mark Ronson, Lily Allen e Spank Rock, Santogold (a cantora, produtora, multi-instrumentista e - ufa! - compositora americana Santi White) finalmente estreou em Abril desse ano com o álbum epônimo.
Não é de se estranhar a diversidade musical contida no disco, basta dar uma olhada nos créditos: a quantidade de gente envolvida no debut garante que ela passeie por ska, punk, reggae, pitadas de eletrônica, new wave e mais uma porção de rótulos com a autoridade de uma veterana. O que faz do álbum uma das melhores estréias dos últimos tempos é a unidade que Santi conseguiu, mesmo com o batalhão de produtores e a metralhadora que dispara para vários alvos (e acerta todos).
A faixa de abertura (“L.E.S. Artistes”) seduz de cara: um rock de refrão ganchudo, caminha de teclados, e palminhas aqui e ali. Os vocais incisivos de Santi White aparecem com clareza na new wave “You’ll Find A Way” e no ska recheado de metais de “Say Aha”. Santi ainda canta perversamente como uma Siouxsie Sioux negona em “My Superman” e nos fantásticos uivos de “Anne”; ou como uma autêntica reggae woman criada nos cafundós de Trenchtown em “Shove It”. A única escorregada do álbum é “Creator”, em que Santi despeja o verbo na velocidade da luz sob uma base de timbres datados e batida quebrada, bem chatinha. Mas dá pra pular essa e partir direto pra refrescante “Lights Out” ou “I’m A Lady”, algo Pixies.
Uma estréia quase perfeita – o que até é positivo: um 10 assim de cara estragaria essa promissora mulher. Ou não?
| 2.5 |
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Santogold via Diplo
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