
“Dreams”, The Whitest Boy Alive
O prolífico norueguês Erlend Øye não pára. De 2001 pra cá, gravou dois ótimos discos de pop-folk no duo Kings Of Convenience (formado com seu compatriota Eirik Glambek Bøe), lançou disco solo (“Unrest”, de 2003), gravou vocais para vários projetos (entre eles o Röyksopp), excursionou como DJ e ainda mixou um CD para a série “DJ Kicks”, em 2004.
Øye começou a se interessar por eletrônica quando passou algum tempo em Berlim, resultando em seu disco solo – gravado em dez cidades ao redor do mundo e ao lado de dez diferentes artistas de música eletrônica. Ao mesmo tempo, montou o The Whitest Boy Alive, que começou como um projeto dance, mas aos poucos foi se transformando numa banda sem computadores. O álbum de estréia, “Dreams”, saiu em Junho de 2006, na Alemanha, e no ano seguinte na Inglaterra.
Estratégicamente colocada como faixa de abertura, o single “Burning” vai te fazer procurar o botão “repeat” no player, pode ter certeza. De estrutura simples, mas com baixo pulsante e guitarras absolutamente New Order, Øye desfila seu vocal contido numa letra de quatro frases repetidas entre palhetadas viciantes. A rotação baixa na seguinte “Golden Cage”, mas o baixo à Chic e os ocasionais pratos sibilantes da disco não deixam dúvidas quanto às origens do Whitest Boy Alive.
Aliás, os baixos gravados em “Dreams” (por Marcin Öz) são um caso à parte: essas quatro cordas ainda percorrem um caminho todo delas em “Fireworks” e no single “Inflation” (o primeiro lançado, ainda em 2004). Menção honrosa ainda para a bela “Figures” (que lembra Style Council), e no fim das contas o pop minimalista da banda explora discretamente os teclados - apenas camas suaves de Rhodes e quase imperceptíveis efeitos de sintetizador (um raro italiano Crumar analógico, listado nos créditos); estranho para quem começou eletrônico, mas adequado quando se ouve esse disco.
Atualmente, a banda trabalha num segundo álbum e tem datas na avalanche de festivais de verão europeus.
Baixe “Burning” aqui.
| 2.5 |
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Carlinhos
















Pois é, o Erlend também tem passagem no álbum do James Figurine (jimmy tamborello) naquela “all the ways to china”, bastante bom, mas prefiro le no folk haha