Com apenas 17 anos e uma única música, Louis La Roché conseguiu no começo do ano, através do que parece ter sido uma ótima e controversa idéia, fazer um barulho sem precedentes na blogosfera musical. Com boa música e alguma ousadia, La Roché ganhou uma enorme atenção “da noite pro dia” e conseguiu se destacar no meio de milhares de outros jovens produtores em busca de atenção.

Confusão e polêmica
A históra começa com um simples comentário postado no blog Headphone Sex. O comentário, por ter sido assinado como “TB” e por linkar pro site DaftAlive.com (site oficial criado pra promover o último CD do Daft Punk), foi rapidamente atribuído à Thomas Bangalter (metade do duo francês e lendário produtor de French House). E pra deixar explícita a insinuação, o comentário linkava pra um arquivo nomeado como “thomas bangalter – love.mp3″. Como a produção era de fato impecável e seguia o mesmo estilo das produções do real Bangalter; pronto, foi o suficiente pra se espalhar a notícia de que o produtor havia, depois de anos, voltado a produzir material solo. Foi um alvoroço! A polêmica foi parar no Erol Alkan Forum (fórum underground de house/electro e que conta com presença constante de outros produtores de peso), onde uma discussão de 4 páginas tentou eludicar o caso.
Horas depois, o próprio La Roché apareceu nos mesmos comentários do Headphone Sex negando que tenha postado o comentário-estopim e desmentindo o rumor ao se identificar como o verdadeiro autor da música. Como prova, enviou o mp3 em alta qualidade ao editor do blog além de indicar o link do seu myspace onde ele acabara de disponibilizar pra free-download o “The Peach EP”, EP contendo outras quatro músicas na mesma linha, todas tão boas quanto “Love”.
Pronto, fim do mistério e início ao culto do fantástico House feito por La Roché.
The Peach EP

O EP inteiro abusa de samples da Disco e acaba por seguir a rara linha do histórico álbum Homework do Daft Punk, numa época em que as pesadas guitarras e synths do electro ainda não haviam sido misturados ao House Frânces “de raiz”.
Apesar do EP inteiro ser muito sólido, cabe destaque justamente pra polêmica “Love”, que por também samplear Michael Jackson em “Its The Falling In Love“, foi considerada por alguns como uma releitura de “Falling In Love” e “My Supa’ Love” do Roy Rogers (que por coincidência também são erroneamente atribuídas à Bangalter até hoje).
Ouve aí (pra download, click na etiqueta ‘podcast’ de cada música):
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Ação guerrilheira
Apesar de fugir do escopo do blog, não dá pra deixar de comentar sobre a ação possivelmente criada pelo próprio La Roché. Talvez considerada uma espécie de Buzz marketing, a ação usa a blogosfera a seu favor, e ao instigar a curiosidade em busca pela verdade, acaba por criar uma polêmica que reverbera pelos blogs levando mais e mais pessoas pra dentro da discussão; e de quebra (e aí está a grande jogada) a conhecerem sua música.
Talvez a tática de La Roché (caso tenha sido ele mesmo quem postou o tal comentário) só tenha tido um saldo positivo porque “Love” soou boa o suficiente ao ponto de intrigar tanta gente. De outro modo a idéia poderia ter resultado num completo fiasco, o que definitivamente não foi o caso, já que La Roché nos meses seguintes ganhou quase 4 mil execuções no Last.fm, mais de 80 mil visualizações no seu perfil do myspace e acaba de anunciar em seu blog no myspace um album só de faixas inéditas, ainda para este ano.
Eu sinceramente mal posso esperar! :)
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ei, revisar o nome dele… se é la rouche, la roché ou la roche.
Corrigido. Valeu, Marion.
Curioso, mas ele parece ter abandonado mesmo o acento nos últimos releases…
Simplesmente do caralho… Marketing perfeito, o cara mandou bem.
Putz, o cara manda muito bem no french house, e no marketing, então, com certeza será um sucesso, tanto que criei uma comunidade pra ele no orkut, antes que vire uma febre.