Prodígio? Digamos que não importa a idade, mas o talento. Ganhar um tecladinho, aos 12, e começar arriscando algumas notas? “Eu sempre quis fazer música. Quando criança, ouvia muito rádio”. Um bom começo, acreditamos. Ser influenciado pelos Daft Punk, aos 14 anos? “O eletrônico entrou assim como o rock, o pop, o hip hop, a dance music, e tudo que eu gosto desde criança.” É, isso dá uma certa bagagemzinha, também… Aos 17, achar uma versão arcaica do Fruit Loops (software de edição) a coisa mais fantástica do mundo? “Porque dava pra fazer de um tudo”. Pois bem, trata-se evidentemente de um caso grave, não concorda?
Péricles Martins vai além de um virtuose criativo, aquele músico que cria e produz música a esmo, por fruição, sem muita finalidade. Se o objetivo claro de suas criações é divertir e seus lives serem isto mais a irreverência de não se levar a sério, conhecendo um pouco a trajetória do curitibano você saca o porquê da virtuose estar em favor de seu talento. Some a isso uma percepção aguçada do pop e pronto, acredito ter lhe ajudado, em um parágrafo, a entender a razão pela qual ele é adorado desde quando surgiu. E quando foi isso?
Eu poderia ir lá atrás, no tempo, e falar da festa Acid, em Curitiba/06. Ou dele (com a Jô Mistinguett, pelo antigo Gomma Fou) dividindo o palco com Franz Ferdinand, Art Brut, Radio 4, no Motomix daquele mesmo ano. Mas, vou me referir ao 2º Semestre/07, quando ele de fato surgiu para o mundo como Boss in Drama. Para o mundo, eu disse?
Sim, pois o cara apareceu oficialmente já repercutindo em todos os cantos como uma grande e boa novidade da música brasileira. Gente bacana, do Brasil: “Se alguém me perguntar qual é o som mais divertido sendo produzido no Brasil neste momento, eu digo sem medo: o do Boss in Drama.” Paulo Terron, no blog With Lasers, em Outubro/07, e da gringa: “This’ll have you dancing and shaking all night long. I hope to hear a lot more from this guy.” Travis, do blog BigStereo, também em Outubro/07 .
Além de músico, repercutiu como produtor também. Você ouve músicas e remixes com estilo e pegada já próprios, de personalidade. Quem o sujeito pensa que é, assim tão cedo? Taí, talvez ele não pense muito, vá produzindo por paixão, necessidade, ou eu sei lá o que! Não importa, pois o porquê não tem a mínima, aqui, ele não veio antes da paixão pela música e por produção. Some isso ao talento já referido, então pronto, já era, adicione a finalidade que desejar, agora.
Com faixas que misturam influências do pop chiclete ao eletrônico cabeça, levadas pelo seu vocal forte, ele consegue aliar a boa produção e criatividade sonora à diversão garantida e pegada dance agora, não fique parado.
Seu lives são elogiadíssimos por onde passa, desde que apareceu. Duvida? Veja um vídeo do que ele faz ao vivo.
Pronto, está entendendo? É por isso tudo que a gente da INMWT tem o maior orgulho de abrir o ano de 2009, e inaugurar o novo formato de nossa festa, dando destaque a esse talento (finalmente). Antes, não tínhamos a estrutura certa pra isso, agora ela é toda do Péricles e de sujeitos como ele, que têm aparecido nos últimos anos revelando a boa safra nacional, nesse segmento.
Vem mais por aí
Acabou? Que nada, essa é só a primeira parte. Se liga, na próxima (e em mais que vem por aí), que traz uma música inédita e exclusiva do cara e mais informações, agora sobre o seu EP e a festa de pré-lançamento, dia 23, no bar James, em nossa querida INMWT Party, agora também Live.
Posts relacionados:




















0 Comentários to “Boss in Drama (Parte 1)”