Author Archive for Eder Costa

[Álbum] Clams Casino – Instrumentals

Principal Nome: Mike Volpe
Localidade: New Jersey – NJ / USA
Performance: Começou despretenciosamente produzindo faixas de forma independente para rappers como Soulja Boy e Lil B. Lançou uma mixtape com essas bases instrumentais e termina o ano tendo abandonado seu trabalho regular para se dedicar complemente à música.
Potencial: Se o R&B mais tradicional te incomoda, talvez o R&B instrumental desse cara te faça mudar de ideia. Faixas belíssimas que transcendem o gênero, com uma produção caseira, mas extremamente cuidadosa. Deve lançar o seu primeiro álbum de inéditas ano que vem com possibilidades de atingir em cheio crítica e público.
Melhor Música: Numb

DOWNLOAD

NOTA:  8.2

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] Tycho – Dive

Principal Nome: Scott Hansen
Localidade: San Francisco – CA / USA
Performance: Faz em seu álbum de estréia um reflexo do seu trabalho em artes visuais. Músicas instrumentais com uma carga melódica quase cinematográfica que fazem lembrar Boards of Canada, Air e um Radio Dept. sem vocais
Potencial: Pode vir a se firmar como um grande nome na música instrumental ou ser eclipsado em meio a suas múltiplas referências (já citadas). Em todo o caso, terá conseguido passar sua imagem como artista visual também musicalmente.
Melhor Música: Coastal Brake

DOWNLOAD

NOTA:  7.9

TwitterFacebookOrkutShare

[Single] “Fall Creek Boys Choir”, James Blake & Bon Iver

Como o Denis comentou: “parece sonho”: dois dos compositores mais admirados por esse blog e autores de duas obras primas resolvem colaborar. O resultado é esse que você ouve aí em cima. É ou não é de arrepiar?

TwitterFacebookOrkutShare

[Single] “It feels good to be around you”, Air France

O duo eletrônico sueco Air France apareceu em 2006 com um EP entitulado On Trade Winds distribuído pela Sincerely Yours quase que exclusivamente na Suécia. Dois anos depois outro EP – o aclamado No Way Down – chamou atenção da crítica internacional, aparecendo em listas de melhores do ano e posteriormente da década, trazendo grande expectativa para um Full LP que até hoje, mais de 3 anos depois, ainda está para ser lançado.
Parece que essa espera está para acabar. It feels good to be around foi lançado no site da gravadora e parece indicar que o aguardado álbum está para sair. O single é bem característico da sonoridade do duo, servindo como boa porta de entrada para quem ainda não os conhece. A presença de um sample de Wilhelm Scream, do extraordinário álbum de estréia de James Blake mostra que, como o título da canção sugere, Air France esteve espreitando de perto a cena musical no tempo em que não estiveram sob os holofotes. É realmente bom tê-los por perto novamente.


Download Air France It Feels Good To Be Around You

TwitterFacebookOrkutShare

[Single] “Midnight City”, M83

Recentemente, Anthony Gonzalez deu pistas do próximo álbum do seu etéreo M83. Hurry Up, We’re Dreaming será lançado dia 18 de Outubro e, segundo ele, o sucessor do maravilhoso Saturday=Youth tem influência de Mellon Collie and the Infinite Sadness do Smashing Pumpkins e será “muito, muito épico”.
Tomando por base este extraordinário primeiro single – que não tem absolutamente nada de Smashing Pumpkins – o álbum entra na fila de mais aguardados do ano e definitivamente parece que vai ser épico!

Midnight City by M83

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Bon Iver”, Bon Iver

Mais do que uma mera continuidade do já clássico For Emma, Forever Ago de 2008, o auto-intitulado Bon Iver é um álbum que se sustenta por si só. Todavia, é impossível renegar o tão forte álbum de estréia, citado entre os melhores da década por Pitchfork, NME, Rhapsody dentre outras publicações mais ou menos importantes que essas.
Todavia, enquanto o debut soava de certa forma monocromático – devido talvez à presença única de Justin Vernon – agora acompanhado por outros 3 talentosos músicos, o grupo amplia a paleta sonora e cria um álbum mais rico em arranjos e que em nada se escora no sucesso do anterior.
Não há sequer uma faixa irrelevante nesse trabalho. A harmonia e continuidade que o mesmo propõe é singular e notável. Definitivamente já nasce como um dos álbuns do ano.
Embora ainda a ser lançado no início do verão setentrional, esse álbum definitivamente tem o clima melancólico dessa época do ano no hemisfério sul. É um álbum claramente destinado a nos acompanhar nos dias mais frios que estão à nossa frente e que parece, de certa forma, nos desejar a cada nota um “Bom Inverno”.

DOWNLOAD

Nota: 10.0

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Eye Contact”, Gang Gang Dance

Uma banda precisa ter uma certa dose de coragem para abrir o álbum com uma canção de mais de 11 minutos e ainda assim conseguir chamar a atenção para o que vai se passar na sequência. Mas ao contrário do que sugere Glass Jar, este não é um álbum longo. Pouco mais de 45 minutos que transcorrem do começo ao fim como um fluido. É como se cada faixa trouxesse uma cascata sonora que se desmancha na próxima e assim sucessivamente.
Eye contact é um álbum extremamente matemático, funcionando faixa a faixa como um fractal sonoro. Lembra deste video que o Denis colocou há um tempo atrás? Uma tentativa falha de se estabelecer uma representação visual de tão complexa sonoridade. Mas onde o vídeo falha, o álbum acerta em cheio.
Influências indianas, africanas, chinesas, do leste europeu… enfim, uma gama sonora tão ampla que era quase impossível de se imaginar condensada em um só álbum antes da existência do Gang Gang Dance, e o melhor de tudo é que, como sugere o nome da banda, tudo isso é perfeitamente dançável.
No mais, esse extraordinário álbum funciona perfeitamente se transcorrido da primeira à última faixa sem interrupções e com fones de ouvidos bem sensíveis (digo fones e ouvidos ambos sensíveis).
Mas embora demande uma certa dose de dedicação do ouvinte, Eye Contact possui um balanço perfeito entre experimentalismo e acessibilidade que nos remete à outra obra prima de dois anos atrás. E tal qual Animal Collective, mergulhar de cabeça neste álbum é totalmente recompensador.
Pode contar com a presença deste em muitas listas de melhores álbuns de 2011 e, se você se propuser a investir a atenção necessária, pode ter certeza que estará também na sua lista de melhores do ano.

DOWNLOAD

Nota: 9.5

TwitterFacebookOrkutShare

[Video] “California”, EMA

Ainda não entendi todo o hype ao redor deste projeto novo da jovem e semi-sexy-pastiche Erika M. Anderson – ex-vocalista do Gowns (ok, and wtf is Gowns???). Esse video-clip, que trás a loira discorrendo sobre armas e o por quê dela odiar tanto a California, é um (bom?) exemplo de porque muitos estão aclamando EMA como uma grande novidade, e eu realmente não to dando a mínima.

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Nostalgia, Ultra”, Frank Ocean


Penso que é hora de começarmos a falar sobre o coletivo Odd Future Wolf Gang Kill Them All, ou OFWGKTA. Um coletivo de Los Angeles tão complexo quanto a própria música alternativa atual. Citados em várias listas de promessas para 2011 e hypados desde então, surpreende que não tenhamos falado ainda nada respeito. Pois comecemos com o lado mais leve do coletivo na pessoa de Frank Ocean.
Alguns podem argumentar que o álbum Nostalgia, Ultra não é nada representativo da cena encabeçada pelo politicamente incorreto Tyler, the Creator mas é justamente pela acessibilidade nostálgica deste que acreditamos ser a forma mais suave de encarar essa cena.
O álbum é demarcado por fitas cassetes rebobinando e releitura de canções como Electric Feel do MGMT, Strawberry Swing do Coldplay e, por incrivel que pareça, Hotel California (aquela mesmo). Mas mais interessante que o uso desses clássicos de ontem e do século passado é a forma como Frank Ocean se apropria deles criando algo próprio e autoral, a tal ponto de transformação que até aquela do Eagles soa interessante e atual.
Não é de hoje que estamos presenciando uma bem-vinda renovação no R&B e no hip-hop, mas esse tal OFWGKTA aparece agora como um agente transformador definitivo. O prelúdio de “songs for women” – por exemplo – em que Frank tenta colocar Radiohead para algumas ‘bitches’ ouvirem e essas rejeitam é totalmente representativo e simbólico do tipo de ‘r&b’ que estamos falando.
Não é a toa que Thom Yorke anda deslumbrado com a cena de Los Angeles. Talvez ainda seja cedo para dizer que L.A. está para o começo dessa década como o Brooklyn esteve para o fim da década passada, mas eu se fosse você ficaria atento ao que está vindo de lá.

DOWNLOAD

Nota: 8.2

TwitterFacebookOrkutShare

[EP] “Street Halo”, Burial

Seja por eu ser um fã incondicional do Burial desde sua obra-prima Untrue de 2007 ou pelo fato de eu não estar conseguindo ouvir nada além das 3 músicas deste EP há 5 dias, qualquer coisa que eu venha a dizer sobre elas soará extremamente tendencioso.
Mesmo depois de passado quase 4 anos desde seu último trabalho solo, já citado, ninguém conseguiu representar com tanta perfeição de detalhes a solidão nas metrópoles como o londrino William Bevan. Experimente ouvir essas 3 excelentes faixas durante uma caminhada noturna ou, se tiver oportunidade, pegue um metrô e sinta o som dos trilhos se confundir com as batidas, com os click-clacks, e principalmente se deixe levar pelas vozes modificadas como murmúrios distantes de uma solidão compartilhada coletivamente.
Soturnas, sombrias, mas cheias de vida. Assim são as grandes cidades, e Burial é dono dessa sonoridade que tenta (e consegue) representá-las com maestria. Eu diria que, como já ouvi por aí, esse é o som de uma geração.

DOWNLOAD

Nota: 9.9

TwitterFacebookOrkutShare

[Vídeo] “Will Do”, TV on the Radio

O Denis colocou recentemente o single e agora você confere o clipe, que é definitivamente o melhor clipe que o TV on the Radio já produziu. Mais um passo certeiro na direção do grande público.

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Smoke Rings for my Halo”, Kurt Vile

Esses dias introduzi a música nova de Kurt Vile no twitter dizendo que se Velvet Underground ainda estivesse fazendo música hoje em dia, soaria assim. A música em questão era Puppet to the Man e basta alguns segundos ouvindo para se deparar com os maneirismos característicos do vocal de Lou Reed, principalmente nos momentos em que Kurt prolonga as vogais das palavras “man” e “believe
Mas a semelhança a que eu me referia vai além de uma simples emulação na forma de cantar. Tem muito mais a ver com a postura adotada pelo compositor e, consequentemente, pelo grupo que o acompanha.
Outro ponto positivo é o constante “diálogo” entre guitarras. Esse é um daqueles álbuns pra quem adora o som desse amado instrumento de 6 cordas.
As letras são um destaque a parte e, desde a primeira audição, algumas frases marcantes saltam aos ouvidos (sometimes I’m stuck in and I think I can’t unglue it…)
Kurt Vile possui a gravidade na voz de quem tem muita coisa importante para falar, mas pouca pressa em dizê-lo. E quando o ouvimos dizer que “a sociedade é sua amiga que o faz rir de cair no chão”, nós percebemos claramente que, apesar do sarcamo, ele está falando muito sério.

DOWNLOAD

Nota: 8.5

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Space is Only Noise”, Nicolas Jaar

Talvez este seja o ano do destaque do silêncio na música. Excelentes álbuns minimalistas, como o nosso já favorito James Blake, os novos trabalhos de Jamie Smith (do the XX) ou esse excelente Space is Only Noise do novato Nicolas Jaar têm sido considerados os primeiros movimentos do que se tem convencionado chamar Silent Wave (Onda Silenciosa). Além da tenra idade, esses 3 produtores têm em comum o apreço por aqueles espaços vazios entre notas musicais, além de utilizar perfeitamente suas próprias vozes e samples para trazer uma boa dinâmica ao álbum e escapar do tédio que poderia causar uma obra completamente instrumental.
Chamando seu álbum de Space is Only Noise (Espaço é somente ruído), Nicolas Jaar destaca literalmente essa sua apreciação pelo “silêncio”. Quase todo o álbum é construído sobre uma base bem downtempo, trazendo à memória um pouco de Air e Portishead. Arranjos de sax e trombone em constante fading-in fading-out trazem o álbum pra perto de um jazz-futurista. Tudo isso com uma assinatura clara e impressionantemente madura para um produtor de apenas 22 anos.
Esse álbum do meio-chileno, meio-novaiorquino Nicolas Jaar chega no tempo certo para se somar a James Blake, the XX (e outros) nessa tal onda silenciosa, que muitos acreditam possa ser a grande revolução deste início da década ’10.

DOWNLOAD

Nota: 8.8

TwitterFacebookOrkutShare

[Álbum] “Yuck”, Yuck

Não é de hoje que blogs, críticos e “especialistas” em música pop tem chamado atenção para um revivalismo da década de 90. Ao que tudo indica, a regra é simples: cada década renega a década imediatamente anterior e celebra a anterior àquela. Foi assim durante a década de ’00 com os inúmeros grupos que ecoaram New Order, Depeche Mode, Joy Division e the Cure. Partindo dessa premissa, agora no início da nossa década 10 é a hora e a vez de revivermos os primeiros anos da década de 90. Seja através de celebrados re-lançamentos, como o excelente álbum comemoratido do Ride, ou através de novas bandas que mergulham na sonoridade daquela época, como Smith Westerns e agora Yuck.
E se não pudermos conclamar o Yuck por originalidade, tampouco devemos rejeitá-los por falta de vitalidade. Para os amantes do gênero Shoegaze (e eu faço questão de me incluir nessa turma), é praticamente impossível ouvir esse debut do Yuck sem esboçar um sorriso carregado de nostalgia.

Yuck – Georgia

É fato que ficam bastante aquém dos mestres que, de certa forma, tentam emular e até mesmo de contemporâneos como the Pains of Being Pure at Heart ou os já citados Smith Westerns, mas vêm somar positivamente a esse tão falado revivalismo da década de 90, que está longe de acabar.

DOWNLOAD

Nota: 7.7

TwitterFacebookOrkutShare

[Vídeo] “Excuses”, Bibio

Lembra quando a gente postou aqui há quase 2 anos o inteligente álbum do produtor Stephen Wilkinson sob a alcunha de Bibio? Após um álbum de remixes bem menos interessante, cai em nossas vistas/ouvidos essa maravilha que você vê/escuta acima. A continuar por essa linha, em breve você vai ver por aqui o álbum Mind Bokeh. E com uma bela nota, diga-se de passagem.

TwitterFacebookOrkutShare


Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes
Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes