Author Archive for Eder Costa

[Vídeo] “Scissors”, Liars

Denso e significativamente perturbador!

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[Álbum] “the Monitor”, Titus Andronicus


Há um tempinho razoável o Denis chamou nossa atenção para uma lista de novas bandas encabeçadas por esses caras. Pouco tempo depois colocamos esse vídeo explosivo do primeiro álbum. Se você deixou passar essas duas oportunidades para conhecer essa exótica banda de New Jersey, a gente vai encher o saco mais uma vez colocando o disco novo que está sendo lançado hoje.
Detentores de um lirismo épico desajustado próprio e único, Titus Andronicus não é uma banda convencional. Aqui eles ampliam o clima épico com canções ainda mais longas que as do primeiro álbum, no entanto sem nunca cair em monotonia. Portanto, não se deixe enganar pela palavra “épico”. Esse novo álbum consegue ser mais interessante que o primeiro. Talvez pela maior maturidade do grupo, talvez devido às participações especiais presentes ao longo de seus 65 minutos.
É verdade que Titus Andronicus incomoda em um primeiro momento. As “propositais” desafinadas e “involuntárias” microfonias podem causar estranheza em quem os ouve pela primeira vez. Mas passado esse espasmo inicial, o que toma conta é uma vontade de engrossar o côro de “the Enemy is everywhere” em Titus Andronicus Forever ou “You’ll always be a loser” na canção abaixo. Tente não desistir nas primeiras notas e se divirta:

Titus Andronicus – No Future Part 3: Escape from No Future

Download Full Album

Nota: 9.1

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[Single] “World Sick”, Broken Social Scene


Pra quem, assim como eu, estava ansioso por um álbum oficial do grande Broken Social Scene, a boa notícia é que após 5 anos de espera, o novo Forgiveness Rock Record estará em breve embalando nossos dias e noites.
Enquanto isso não acontece, vamos nos aquecendo com o single World Sick.
É o bom e velho Broken Social Scene, que com ou sem Leslie Feist, é uma das melhores bandas canadenses de todos os tempos! Enjoy!

Broken Social Scene – World Sick

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[Álbum] “Brutalist Bricks”, Ted Leo and the Pharmacists

Com um dos twitters mais criativos e ativos do meio musical indicado para o Shorty Awards (o Oscar do Twitter) e dois de seus álbuns listados entre os melhores da década pela Pitchfork: Hearts of Oak e The Tyranny of Distance; é de se estranhar que Theodore F. Leo seja um nome tão desconhecido por nós brasileiros.

Não acredito que esse álbum vá mudar muito isso, já que a mesma fórmula é novamente aplicada em quase todas as faixas de Brutalist Bricks (exceções: One Polaroid a Day e Tuberculiods Arrive in Hop). Não vejo nada de mal nessa fórmula “punk com mais de três acordes e letras politizadas” que, pelo que me consta, é própria do quarteto Ted Leo & the Pharmacists. O fato é que esse não me parece um álbum voltado a angariar novos fãs.

Assim sendo, se você é fã dos trabalhos anteriores, já ouviu uma ou outra música por aí ou só ouviu falar do nome, tá aí o Brutalist Bricks para uma apreciação integral. Se essa coisa de “punk inteligente” não é muito tua praia, talvez segui-lo no twitter seja mais divertido.

Nota: 7.3

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[Single] “Night”, Zola Jesus


Você acha sinistro o Fever Ray da nossa querida Karin Andersson? O que me diz desse sombrio single na voz de Nika Roza Danilova de apenas 20 aninhos? Confesso que passei batido pelo álbum the Spoils do Zola Jesus lançado no final do ano passado, mas eles já estão vindo com EP novo e esse a gente vai destacar aqui. Se continuar nessa linha, to botando fé no potencial dessa garota.

Zola Jesus – Night

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[Álbum] “Teen Dream”, Beach House

Eis o primeiro álbum do ano com sensibilidade aguçada o suficiente para provocar aquele frio na espinha enquanto é apreciado.

Teen Dream é o terceiro e mais consistente álbum do duo Beach House e tem sido amplamente aclamado pela crítica. Instrumentalmente minimalista e detalista, os arranjos compõem um ambiente propício para que reine soberana a voz de Victoria Legrand. Não é a toa que ela desperte fãs notórios como Ed Droste do Grizzly Bear (que a chamou para o dueto que compõe a trilha sonora do filme Lua Nova). Com um misto de sensualidade, inocência e força, é impossível não se render de olhos fechados a tamanha beleza.

Uma das grandes vozes femininas da nova geração em um álbum com acessibilidade pop e densidade sonora. Beach House é trilha sonora para sonhos (nada) adolescentes.

Beach House – Walk in the Park

DOWNLOAD ALBUM

Nota: 9.5

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[Álbum] “Gorilla Manor”, Local Natives

Na correria de listas de “melhores do ano” e “melhores da década” que proliferaram durante o final de 2009 – listas essas das quais eu tenho minha parcela de culpa em geração e divulgação – alguns lançamentos que ocorreram nos últimos 2 meses do ano, foram completamente ignorados.
Em especial no caso do Local Natives há o complicador natural de se estar lançando o primeiro álbum totalmente desprovido de hype pré-lançamento e o fato de, americanos que são, terem lançado o debut Gorilla Manor primeiro no Reino Unido.
Somente agora com mais de 3 meses de atraso é que os olhos e ouvidos (inclusive os meus) começam a pairar sobre esse excelente e criativo quinteto. Vamos deixar as similaridades e comparações com Fleet Foxes e Vampire Weekend para uma outra hora e nos atentar às composições, que merecem cuidadosa audição.

Local Natives – Airplanes

Já vi um certo colunista dizer que a next big thing americana não virá do Brooklyn e sim da Califórnia. Seria o Local Natives?

DOWNLOAD

Nota: 8.7

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[Álbum] “Astro Coast”, Surfer Blood

Esses dias a gente colocou o clipe dessa galera da Flórida por aqui e o pessoal gostou. Então segue o álbum, que foi uma das novidades mais agradáveis de janeiro. Mais do que a hypada Swim, o álbum traz um ótimo clima de surf music (como o óbvio nome do quarteto sugere), mas não se limita a isso.
Bons e simples riffs de guitarra nos fazem lembrar dos primeiros trabalhos de bandas indie “tradicionais”, como Built to Spill, Pavement e Weezer.
Em Astro Coast, a banda acerta até quando “erra”, como no cambaleante arranjo de guitarra do início de Harmonix, até embalar em um ritmo marcante carregado de harmônicos de guitarra (o que nos faz concluir que o nome da faixa vem daí).
Um álbum de guitarras simples sem soar simplista, com ótimas idéias para riffs sem soar virtuoso. Em suma, Surfer Blood surge como uma banda com canções tão calcadas em guitarra que seu estilo pode ser sumarizado como “guitar rock“. Se eles vão se tornar um novo Built to Spillouve aí e deixa o tempo dizer.

Download

Nota: 8.0

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[EP] “Pressuposto”, Nevilton

Segundo melhor show do ano de 2009 pela Scream&Yell e uma das melhores novidades musicais desse nosso Brasil, é com muito orgulho que coloco aqui, o novo EP desses meus conterrâneos de Umuarama.

O EP Pressuposto foi disponibilizado virtualmente, tanto aqui quanto aqui, portanto vai com fé e baixa esse som de uma das melhores bandas dessa nova geração.

Tracklist

1. Pressuposto
2. O Morno
3. Vitorioso Adormecido
4. Do Que Não Deu Certo
5. Singela (Canção ao Amigo)

Nota: 9.4

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[Video] “Swim”, Surfer Blood

Uma bela imagem de uma praia e uma palmeira em chamas. É assim que começa o clipe para a hypada Swim da ótima novidade vinda da Flórida, Surfer Blood. A gente tem o álbum na íntegra para colar aqui, caso haja interesse.

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[Single] “Stick to my Side”, Pantha du Prince feat. Panda Bear

Lembram da estória do Rei Midas? Aquele que transformava em ouro, tudo o que tocava. Na música atual, esse Rei atende pelo nome Noah Lennox aka Panda Bear. Além de ser peça chave no Animal Collective, suas participações em álbuns de outros artistas tem sido de ótimas a geniais, como é o caso de Anna com o Taken by Trees (que você ainda vai ouvir falar mais por aqui) ou Walkabout com Atlas Sound (que você já ouviu aqui). Agora é a vez da maravilhosa faixa Stick to my Side com o produtor de minimal-techno alemão Hendrick Weber aka Pantha du Prince. Além de ser a melhor faixa do álbum, é uma das melhores músicas do gênero em anos. Tamanho alarde tem causado – não só essa faixa, mas todo o álbum Black Noise – que tem gente chamando Weber de “o cara que está salvando o minimal techno“. Isso eu já não posso afirmar, mas uma coisa eu digo com certeza: essa música é estruturalmente perfeita!

Pantha du Prince – Stick to my Side

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[Álbum] “There’s Love in You”, Four Tet


Quem passa por esse blog já viu a gente falar sobre o Burial bem mais do que uma ou duas vezes nesse último ano. Mesmo quando a gente fala de outros lançamentos, um nome frequentemente citado (principalmente por mim, eu sei) é o de Willian Bevan. E isso sem o cara lançar um álbum completo desde a obra-prima Untrue em 2006.

Kieran Hebden foi colega de classe de Bevan. Pelo jeito não foi apenas matemática e física que eles estudaram juntos. A primeira faixa do álbum There Is Love in You de Hebden aka Four Tet não traz apenas similaridade nominal com Archangel do Burial. Angel Echoes é uma resposta à altura de Hebden ao dubstep sombrio do colega.

Four Tet – Angel Echoes

No restante do álbum no entanto, os vocais presentes nessa primeira faixa dão lugar a batidas que fazem o papel orgânico que as vozes fazem no trabalho do Burial. Em There Is Love in You, os vocais têm um papel duplo e complementar, harmônico e ritmico.

Pontos para o Four Tet, que faz um álbum utilizando alguns elementos do dubstep de uma forma autoral e sem soar em nada, derivativo

DOWNLOAD

Nota: 7.9

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[Álbum] “C_mpl_te”, Móveis Coloniais de Acaju

Eu sei que esse álbum já é datado da recém-adormecida década ‘00, mas se você curte música brasileira e, assim como eu passou 2009 sem ouvir o excelente segundo álbum dos brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju, seu 2010 só vai começar mesmo após você ouvir C_mpl_te.
Esse é um álbum para ouvir de verdade. Com ambos ouvidos colados no fone e atento à letra. “Seria muito melhor se a música falasse por si só” é o que canta André Gonzáles em Sem Palavras, e no caso do Móveis, a letra é parte fundamental para uma plena apreciação da música. Frases inteligentes e divertidas do tipo que o pessoal adora colocar no about me do orkut. Que tal: “Eu tenho quase certeza de que estou no lugar errado, mas se eu não me engano eu posso estar enganado” de Lista de Casamento? ou “A gente se deu tão bem que o tempo sentiu inveja. Ele ficou zangado e decidiu que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim” de O Tempo?
Para uma apreciação total só mesmo presenciando o show (como odesse áudio que o Denis colocou há quase 1 ano).

Abaixo você ouve Lista de Casamento. O álbum pode ser baixado de graça no site da banda. Corre lá e aproveita.

Móveis Coloniais de Acaju – Lista de casamento

Nota: 9.3

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[Single] “Wet Look”, Joy Orbison

Poucos conseguiram romper a fronteira de Londres e fazer transitar o famigerado dubstep pelo mundo, sendo que ainda ninguém conseguiu atingir a notoriedade e importância que Burial atingiu com seu álbum Untrue.

Mas eis que aparece forte nas listas de recomendação para 2010 um novo nome que promete revigorar a cena e ampliar seu alcance. Joy Orbison é um produtor de 22 anos que mostra em algumas faixas que já circulam pela net desde meados do ano passado, uma consistência impressionante.

Na falta de faixas novas do gênio do dubstep, fiquemos com uma excelente faixa do mais novo filho dessa cena que não pára de sofrer mutações.

Joy Orbison – Wet Look

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[Single] “Tom Cruz”, Plants and Animals

Tendo o single “Bye Bye Bye” de seu excelente álbum de estréia estado presente em duas mixtapes INMWT, não é difícil de imaginar com que expectativa recebemos o novo single do Plants and Animals.
Ao menos no meu caso, as expectativas foram decentemente satisfeitas e a seguir por essa linha, o álbum La La Land que deve sair em Abril poderá suplantar facilmente o debut.

Confira abaixo ou no link original e trace suas próprias considerações:

Plants and Animals – Tom Cruz

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