3 dicas para pacientes com avc no dia de s. Valentim

A Cada ano, mais de 120.000 pessoas que sofrem um avc em Portugal, dos quais 50% ficam com sequelas incapacitantes ou morreram, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SEN).

Em concreto, mais de 330.000 espanhóis apresentam alguma limitação em sua capacidade funcional, por ter sofrido um avc, e embora a SEN advertem que a mortalidade diminuiu nos últimos 20 anos, desde a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que, nos próximos 25 anos a incidência aumenta para quase 30 por cento.

A grande maioria dos casos de avc em Portugal poderiam ser evitados se controlaran os fatores de risco modificáveis, como o colesterol, a hipertensão ou tabagismo, seguindo hábitos de vida cardiosaludables.

No entanto, em algumas ocasiões e, mais precisamente, coincidindo com os dias assinalados, os pacientes deixam de lado esse estilo de vida e escolhem opções menos saudáveis.

Para evitá-lo e, por ajudar os pacientes a melhorar a sua qualidade de vida, a Boehringer Ingelheim lembre-se dos itens “a chave para fazer de nosso coração, a nossa melhor cotação de Namorados”.

Por isso, a empresa apresenta a história de Sara, “uma paciente anticoagulada comprometida com a sua saúde, aproveite o dia dos namorados com o seu melhor encontro, o seu coração”, lançado assim as seguintes recomendações:

1. “A alimentação, sempre cardiosaludable”: para o pequeno-almoço, almoço e jantar, prioriza os alimentos que nutrem o coração. Não se trata de fazer dieta, se não de escolher os alimentos que ajudam a melhorar a saúde.

Comece o seu dia com um pequeno-almoço que inclua cereais integrais, como uma torrada ou farinha de aveia, fruta e produtos lácteos desnatados, além de gorduras cardiosaludables como o azeite, os frutos secos.

No almoço e jantar, é preferível escolher peixes, legumes ou carnes magras, optando por formas de cozinhar leves como o vapor ou no forno, evitando os fritos. Feixe de verduras e legumes a porção principal do prato e evite os molhos gordurosos, limitando o consumo de sal e açúcar.

2. Fazer exercício, mesmo em dias especiais: os dias especiais, é comum que deixemos de lado o esporte, seja por falta de tempo ou porque temos outras preocupações. Não obstante, é importante fazer 30 minutos de exercício físico por dia.

Isso não significa apenas ir ao ginásio ou correr: há muitas maneiras de incorporar o exercício em nossa atividade diária. A mais simples: mover-se para os lugares a pé.

Evita o carro ou o transporte público, se é possível. Alguns exercícios que os especialistas reconhecem que ajudam no dia-a-dia são o yoga, a bicicleta, a natação e os estiramentos.

3. Controle médico e adesão ao tratamento: o tratamento médico é o terceiro pilar elementar na prevenção do avc. É fundamental seguir as instruções do médico, cumprir a medicação prescrita e não esquecer esta pauta durante datas comemorativas ou em férias.

A tomada da medicação deve ser entendida como parte da rotina de pacientes para melhorar o seu dia-a-dia. Por isso, a formação e informação dos pacientes e a comunidade médica é essencial para tomar as decisões certas e escolher as melhores soluções.

2,5 milhões de euros para abrir a Unidade de Imuno-Oncologia no Hospital 12 de Outubro

A Fundação CRIS Contra o Câncer, fez a entrega do cheque no valor de 2,5 milhões de euros ao Hospital Universitário 12 de Outubro para financiar e desenvolver a nova Unidade Integral de Imuno-Oncologia.


“Para nós é um dia importantíssimo para que a fundação recebe 2,5 milhões de euros para a pesquisa contra o câncer”, disse a vice-presidente da fundação, Lola Manterola, durante a conferência de imprensa desta terça-feira para apresentar a unidade.


Além disso, manifestou que colocam “em funcionamento a nova Unidade CRIS de Imuno-Oncologia, um programa multidisciplinar único em Portugal. Para dar esperança a todos os pacientes de câncer com novos tratamentos centrados na imunoterapia”.


Além disso, explicou que há nove anos foi diagnosticada com um mieloma múltiplo em um estado muito avançado e mau prognóstico, e foi precisamente no Hospital 12 de Outubro, onde entrei em um ensaio clínico e 8 anos depois, aqui estou eu”.


COMPOSTA POR 3 RAMOS


Em concreto, este projeto é o primeiro programa integral dedicado à investigação preclínica e clínica na imunoterapia do cancro em Portugal, explicou desde a fundação.


A unidade é composta por oncologistas, hematologistas, inmonólogos e biólogos, e por sua vez, é formada por três ramos, a primeira delas é dedicada a imunoterapia no câncer de pulmão e tumores sólidos, que dirigirá o chefe de Oncologia Médica do hospital, Luis Paz-Ares, o qual também dirige a Unidade CRIS de Imunoterapia.


Ramo de inmunohematología e terapia celular, estará sob a responsabilidade do chefe de Hematologia do hospital, José Martínez, e, por último, está a área destinada à inmunoingeniería para imunoterapia, que será dirigida pelo chefe da Unidade de Imunoterapia do Câncer e chefe do laboratório de imunoterapia e engenharia da Aarhus University, Dinamarca, Luis Álvarez-Vanilla.


Por sua vez, o programa inclui quatro eixos principais, como a imunoterapia do câncer de pulmão e outros tumores sólidos, imunoterapia de tumores hematológicos e terapia celular, em particular centrar-se-ão em terapias com T-CAR e NK; novos mecanismos monoclonais e engenharia de tecidos, e no mecanismo de resistência imunológica e inmunometabolismo.


“A interação de grupos básicos e clínicos especializados em Oncologia clínica, Hematologia e Imunologia, no âmbito de um grande Hospital Universitário de Lisboa, com larga experiência clínica e de investigação, permite abordagens multidisciplinares e apresentar soluções muito inovadoras no campo da imunoterapia adotiva de base celular e no desenho de novos conceitos moleculares para conseguir um redirecionamento mais efetiva do sistema imune, aumentando a eficácia e reduzindo a toxicidade associada com este tipo de terapias”, colocou em relevo Álvarez-Baunilha.


UM MODELO ÚNICO”


Neste sentido, o objetivo do programa é criar “um modelo único que atenda o paciente de uma forma holística”, e “deve dar lugar a respostas, não só em termos de assistência aos pacientes, mas também de programas de investigação coordenados e ponteiros e de formação de imuno-oncologia”, afirmou o doutor Paz-Arez.


“Nossa intenção é ser uma referência não só no nosso país, mas a nível europeu e mundial no que diz respeito ao melhor tratamento dos pacientes com as diferentes modalidades de imunoterapia e no desenvolvimento de programas de inovação de vanguarda”, continuou.


Por sua parte, o dr. Martinez advertiu que o “centro tem todas as características para definir um programa deste tipo, dada a trajetória de investigação dos serviços de oncologia, imunologia e hematologia, junto à aliança com o CNIO. Além disso, conseguirá melhorar os resultados em saúde dos doentes com câncer em nosso país, desenvolver um programa de ensino que permita melhorar a formação impulsionar a geração de patentes”.


Por último, o conselheiro de Saúde da Comunidade de Madrid, Enrique Ruiz Escudeiro, manifestou que “não haverá melhor dinheiro investido que os 2,5 milhões de euros que doa a fundação para esses dois programas se conclui dos resultados que venham a melhorar o diagnóstico e tratamento deste tipo de patologias”.

Acatarrarse várias vezes, por que recaemos?

Em uma mesma temporada de inverno, podemos ter a má sorte de ser muito pouco tempo para uma gripe ou uma constipação, apesar mesmo de ter estado a vacina da gripe. Por que isso acontece?

Em uma entrevista com Infosalus, o doutor Manuel Porto, coordenador do grupo de trabalho de Doenças Infecciosas, Medicina Tropical e do Viajante da Sociedade Espanhola de Médicos de Atendimento Primário (SEMERGEN) explica, por exemplo, que, no caso da gripe, é possível adoecer de ela, mesmo estando vacinado.

“A vacina oferece alguma protecção contra ela e reduz o risco de complicações. No entanto, infelizmente, não impede, em todos os casos que se adquira a doença”, indica o especialista.

Além disso, alerta para o fato de que a eficácia da vacina pode variar de uma época para outra, de acordo com a semelhança ou a combinação entre os vírus contidos na vacina, e os que se disseminam na comunidade, e também em função da pessoa a quem se administra a vacina (idade e estado de saúde). “No entanto, numerosos estudos demonstraram que a vacinação é benéfico, especialmente quando a vacina combina perfeitamente com os vírus em circulação”, explica o especialista.

Por que é possível pegar a mesma gripe duas vezes em um inverno o doutor Linares aponta que isso pode dever-se a que, provavelmente, trata-se de vírus provenientes de cepas diferentes.

“Os vírus causadores da gripe podem sofrer mutações, o que significa que você pode infecção do vírus, transmiti-lo para outras pessoas, e, em seguida, contrair-se de novo a doença devido a que o vírus sofreu mutações e os anticorpos que o seu corpo gerou para lutar contra ele, já não são eficazes contra a nova estirpe”, aponta o especialista.

Por seu lado, José Maria Cots, da Sociedade Espanhola de Médicos de Família (SEMFYC) considera que existem pessoas que se enquadram várias vezes em um catarro ao longo do inverno e da primavera, por exemplo, porque existem diferentes tipos de vírus em uma mesma temporada e conseguiu vencer um, mas não o outro.

“No inverno há que se resfríe várias vezes. Não há tratamento, porque o antibiótico não servem para vírus. As pessoas podem se vacinar e pegar resfriados, porque a vacina da gripe não tem nada a ver com o vírus do resfriado. E para o vírus do resfriado não há vacina”, acrescenta.

Quanto às razões que explicaria por que algumas pessoas adoecem mais do que outras, neste caso contraem a gripe ou acatarran, o profissional de SEMERGEN, o doutor Linares indica que a resposta está no sistema imunológico de cada pessoa.

“A capacidade que cada pessoa tem, individualmente, de defender-se frente a microrganismos como bactérias e vírus. Por exemplo, duas pessoas diferentes, contra o mesmo vírus que podem desenvolver mecanismos imunes totalmente diferentes, um que passe totalmente despercebido para quem o sofre, e outro que desenvolva os conhecidos e incômodos sintomas da constipação com uma resposta imune mais florida. Foram e estão estudando os fatores que fazem com que isto vá em um ou outro sentido”, afirma o médico de atenção primária.

Absolvido um naturopata da morte de um jovem com leucemia que deixou o tratamento hospitalar

O tribunal Penal nº 10 de Setúbal foi absolvido em um naturopata dos crimes de homicídio por negligência e intromissão de que o acusava o pai de um jovem de 21 anos que deixou o tratamento hospitalar a que estava sendo submetido, após diagnosticarle a doença e não o reconheceu, até que sofreu uma grave recaída. O menino morreu em julho de 2013, sete meses depois de detectarle a patologia.

Assim, consiste em uma decisão deste órgão judicial contra a qual cabe recurso para o tribunal Provincial. O pai do jovem falecido reclamava seis anos de prisão para o naturopata acusado por dois crimes e indenização por danos morais de 500.000 euros. O ministério público acusado apenas de intrusão e pedia um ano e meio de prisão.

Na sequência de uma denúncia que interpôs o pai contra o acusado, Departamento de Saúde lhe exigiu, em novembro de 2013 que vai mudar a placa que estava em sua consulta como ‘Medicina Natural e Ortomolecular’, que já substituiu-a por outra, que rezava o ‘Centro de Terapias Naturais’.

O acusado, com consulta em Setúbal, é membro da Aociación de Profissionais e Autônomos das Terapias Naturais e oferecia seus serviços no âmbito da Medicina Natural e Ortomolecular, aplicando técnicas identificadas como medicinas complementares, alternativas ou não convencionais.

O falecido, Pedro de Jesus, foi-lhe diagnosticada em janeiro de 2013 uma leucemia linfoblástica quando tinha 21 anos, e foi tratado no Arnau de Vilanova, onde receitado três fases de quimioterapia, a última com transplante. No entanto, desde o início se mostrou “avesso” a este tratamento, já que, desde pequeno, já tinha vivido a desconfiança de sua mãe –posteriormente falecida– a medicina natural.

O tribunal considera provado que o acusado não anunciava-se diante de seus possíveis clientes como médico intitulado nem fazia-se passar por tal, nem desenvolvesse atos da profissão médica, nem que todos os produtos que lhe recomendou ao jovem foram medicamentos, nos termos previstos na lei. Além disso, não lhe fez testes diagnósticos nem lhe foi analíticas ou radiológicas.

De igual modo, considera-se provado que em seu consultório tinha à disposição dos clientes um cartaz informativo em que deixava “bem claro” que se tratava de profissionais parasanitarios que aplicavam técnicas naturais que não substituem nem excluem a atenção médica ou farmacológica.

Para o juiz, também não é acreditado que lhe aconselhar que pare o tratamento e só pode considerar-se provado que recomendou “diretrizes alimentares” e suplementos alimentares para fortalecer seu organismo contra a doença e a quimioterapia. A própria mãe confirmou que o acusado aconselhou a seu filho que não pare o tratamento com quimioterapia, especialmente após a recaída.

No entanto, o juiz alega que o jovem adotou de forma livre e consciente das últimas decisões relativas ao seu tratamento, bem sucedidas ou não, e acrescenta que a decisão de abandono foi um “simples atraso” para ele, sem que haja dados objectivos que permitam ponderar em que medida esse atraso em entrar no segundo ciclo determinou a recaída.

O magistrado também alude à repercussão mediática deste caso e acredita que a exposição por parte da acusação particular, que constituiu a Associação Para Proteger o Doente de Terapia Pseudocientíficas, tentam transformar esse processo em uma “sorte de causa geral contra as terapias naturais”, sem que “deva incurrirse no erro de confundir o compreensível profundo dor de um pai pela morte de seu filho ou que legalmente são próprios fins, de uma associação com os efeitos que são próprios do processo penal em um Estado de Direito e as garantias que lhe são devidos ao mesmo”.

160 pessoas estão à espera de um transplante renal na Extremadura e mais de 660 recebem hemodiálise

Um total de 160 pessoas estão na Extremadura à espera de um transplante de rim e mais de 660 (424, na província de Badajoz e de 240 a de Cáceres) estão submetidas a um processo de hemodiálise como terapia renal substitutiva aos hospitais da região.


Desde 1990, cerca de 800 extremenhos foram transplantados de rim e o Hospital Infanta Cristina de Badajoz foi feito, desde então, e até 2017, cerca de 912 transplantes, de acordo com os dados que deu a conhecer esta segunda-feira, a Associação para a Luta Contra as Doenças Renais (Alcer) na Extremadura de cara ao Dia Mundial do Rim, comemorado nesta quinta-feira, dia 8, com o lema “Mulheres e Doença Renal’.


O responsáveis Alcer em Cáceres, José Antonio Sánchez, explicou que a doença renal tornou-se a “epidemia do século XXI”, já que uma em cada sete pessoas sofre, o que significa que passou a ter uma incidência de 10% da população atual para 15 por cento.


Em Portugal, segundo os últimos dados de 2016, cerca de 57.000 pessoas estavam em programas de diálise e cerca de 6.000 necessitavam de um transplante renal, embora o dado positivo é que “mais de metade dos doentes renais espanhóis já está transplantado”, disse Sánchez.


Na próxima quinta-feira, Alcer comemora-se o Dia Mundial do Rim com a mulher como protagonista, porque, apesar de que a doença prejudica principalmente homens, em Portugal, apesar de mais mulheres e isso “afeta ainda mais a família”, disse Sanchez, ao ser precisamente a mulher que carrega o maior peso da organização familiar.


As principais causas da doença são a diabetes, a pressão arterial elevada e obesidade e, como sempre, o mais importante é atuar na prevenção, recordou a secretaria de Alcer Badajoz, assistente social, Patrícia Garcia, que destacou que a organização trabalha, acima de tudo, por “melhorar a vida dos pacientes”, com atendimento psicológico e apoio às famílias e os doentes.


Para prevenir a doença renal é a chave para a alimentação e estilos de vida cardiosaludables. Isso inclui uma dieta equilibrada, baixa em gorduras saturadas e rica em fibras, ingestão adequada de água, evitar o excesso de açúcar e sal, realizar exercício físico moderado e continuado, evitar o estresse e manter as horas de sono necessárias.


Também é importante evitar o consumo de álcool, tabaco e não abusar de medicamentos como os anti-inflamatórios não esteróides. Igualmente, há que prevenir o excesso de peso ou da obesidade, especialmente em situações particulares, como o período de gestação e menopausa.


Desde Alcer recomenda-se também o exercício como o melhor remédio contra as doenças cardiovasculares, que danificam os rins. Precisamente, tanto como García Sánchez têm dado a conhecer estes dados na apresentação da III Corrida Verde Solidária, que se realiza no domingo, dia 11, em Cáceres, a favor da organização.

Bruxelas propõe medidas de cooperação entre países para aumentar os índices de vacinação na UE

A Comissão Europeia propôs nesta quinta-feira uma série de medidas para os países-membros com o objectivo de aumentar os índices de vacinação da UE e garantir o acesso às vacinas para todos os cidadãos europeus após os recentes surtos de sarampo “sem precedentes” e o ressurgimento de outras doenças que Bruxelas considera “evitáveis” se não fosse a “insuficiente cobertura” da população.


A proposta do Executivo comunitário centra-se em uma dezena de medidas, de entre as quais se destacam o estabelecimento de um sistema europeu de intercâmbio de informações entre países, que estabeleça um calendário de vacinação, até 2020, com doses e as idades comuns em todos os Estados-membros, a colocação em marcha de um cartão de vacinação comunitária e um arquivo virtual de dados sobre as existências e de necessidades de vacinas.


Além disso, os países devem desenvolver planos de vacinação a nível nacional ou regional, até 2020, com o fim de assegurar uma cobertura contra o sarampo em 95% como mínimo, implementar controles nos centros escolares e de trabalho e criar um sistema europeu de informação sobre a vacina que ofereça “provas objectivas, transparentes e actualizadas sobre as vantagens e a segurança das vacinas”.


“As deficiências de vacinação de um Estado-membro colocam em risco a saúde e a segurança dos cidadãos de toda a união EUROPEIA”, disse o comissário europeu de Saúde Vytenis Andriukaitis, já que “as doenças infecciosas não ficam confinadas às fronteiras nacionais”.


Para Andriukaitis “a vacinação é uma das medidas de saúde pública mais eficazes e eficientes, desenvolvidas no século XX. Como médico, acho que é desanimador ver que há crianças que morrem por não estar devidamente vacinados, pela relutância vacunarlos ou por escassez de vacinas”.


De acordo com o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), a incidência do sarampo continua a aumentar em vários países da UE. Entre março de 2017 e fevereiro de 2018 foram 14.813 novos casos de sarampo, através do Sistema Europeu de Vigilância, e 86% dos afetados não havia sido vacinado.


Os países-membros da UE debaterão a proposta de Bruxelas com o objetivo de que seja tomada antes do final de 2018 e entre em vigor imediatamente. Em seguida, a Comissão informará a cada três anos, sobre os progressos alcançados na aplicação das medidas propostas.

Breve guia de doenças hereditárias

 


Embora, em geral, as doenças genéticas que são herdadas de pais a filhos (ou eles são portadores), isto não é sempre assim. Uma pessoa com uma doença hereditária (uma alteração cromossômica ou uma alteração genética propriamente dita) não tem por que ter herdado o problema de um de seus pais. Pode ter ocorrido uma nova mutação em um gene (o óvulo ou o espermatozóide de um de seus progenitores saudável) ou uma alteração cromossômica, igualmente, no óvulo ou no espermatozóide.


Assim o explica em uma entrevista com Infosalus o chefe da equipe médica de Genética Médica do Hospital Ruber Internacional, João Bernar, quem avisa, isso sim, de que essas pessoas na hora de ter filhos sim terão um risco variável de transmitir à sua descendência, embora dependendo do tipo de herança dominante ou recessiva, que será explicada mais adiante).


Um exemplo, segundo indica Bernar, seria o de síndrome de Down, o que pode dever-se à herança de um cromossoma 21 extra (em geral proveniente do óvulo da mãe, mas a mãe não tem o resto de suas células desse cromossomo 21 extra. “Nesses casos, não se costuma dizer que a síndrome de Down seja hereditária. Outro exemplo pode ser algum tipo de hemofilia, ligada ao cromossoma X, que em 30% dos casos, a mutação pode ocorrer em um indivíduo sem que sua mãe a tenha”, precisa, igualmente, o também membro do Colégio Americano de Genética Médica.


O especialista vê conveniente distinguir entre doenças congênitas (se nasce com elas e não pode haver um componente herediatario) e as doenças genéticas. Por exemplo, diz que um pé zambo (defeito de nascimento que os pés estão metidos para dentro) é congénita, mas não hereditário, não tem porque ser repetido em outras gestações, e o afetado não tem porque passar a doença aos filhos.


Neste contexto, lembre-se que os espermatozóides e os óvulos, em geral, refletem a constituição genética de um indivíduo. “Por isso um homem ou uma mulher podem transmitir a doença genética, a sua descendência.


Há vezes, porém, em que a alteração genética não ocorre no óvulo ou no embrião, mas quando o embrião começa a se dividir, e têm lugar em uma das várias células do mesmo. São os chamados ‘mosaicismos’, em que encontramos células com alterações genéticas, e outras sem elas. “Uma pessoa com determinadas através do pode transmitir a doença se um óvulo ou um espermatozóide tem a alteração e, nesse caso, pode transmitir a doença”, apostila, que também é membro da Sociedade Americana de Genética Humana, que sublinha, por sua vez, que esta é uma situação “extremamente rara” e “mais provável” é o que se resumo a seguir.


Mas, o que são os genes? Trata-Se de instruções que existem nas células de nosso corpo e que controlam o desenvolvimento e o funcionamento de nosso organismo. Existem cerca de 24 .000 genes, cada um deles com uma ordem diferente para a produção de uma proteína específica com uma missão específica. Se for danificado ou alterar um gene pode levar a um transtorno ou uma doença genética. Estas alterações nos genes são conhecidas como mutações.


Cada pessoa tem duas cópias de cada gene, uma recebida de nosso pai e nossa mãe. Por sua vez, quando temos filhos, que passamos a eles (ou no espermatozóide ou o óvulo) uma única cópia de cada um de nossos genes.


Assim, o especialista do Ruber Internacional explica que as doenças genéticas podem ser herdados de várias formas: como autosómicas dominantes, autosómicas recessiva, ligada ao cromossomo X, ou uma herança mitocondrial:


As chaves precisam de apenas um gene, o do pai ou da mãe, está alterado; se um deles estiver, o risco de que um filho seu ter a doença é de 50%. Um exemplo seria a Coreia de Huntington.


As recessivas, tanto o pai como a mãe tem uma mutação no mesmo gene, mas não é suficiente para que sofrem da doença). Seus filhos só vão ter a doença se herdam os dois genes mutantes; o que pode ocorrer em 25% dos casos. Um exemplo é a fibrose cística.


-As doenças ligadas ao ‘X’, um dos cromossomas sexuais próprio do ser humano. Está localizado no par 23. Quando este par 23 é dada ‘XY’ o sexo será do sexo masculino, enquanto que no caso de que seja ‘XX’ será feminino. “As doenças relacionadas com o ‘X’ transmite a mãe sem sofrer (a hemofilia, por exemplo, ou a distrofia de Duchenne), mas se a herda um homem (que só tem um cromossoma X) a espera. A probabilidade de isso acontecer é de 50% para os homens; para suas filhas, 50% são portadoras sem sofrer; e como sua mãe, podem transmitir à sua descendência”, aprecia o doutor Bernar.


– As doenças mitocondriais são encontradas nas mitocôndrias (a fábrica energética das células). Como apenas os óvulos possuem mitocôndrias, se uma mãe tem um distúrbio mitocondrial, todos ou quase todos os seus óvulos vão levar a mutação que herdarão todos os seus filhos.


Finalmente, o doutor Bernar lista que entre as doenças genéticas mais conhecidas, o especialista destaca que há “milhares”, mas aponta que as mais conhecidas seriam a neurofibromatose, a coréia de Huntington, a fibrose cística, ou a distrofia muscular de Duchenne, entre outras.