Archive for the 'Denis Pedroso' Category

PRAOUVIR > Justice’s Mix for Dior’s 2009 collection

Justice

A dupla produziu um mix exclusivo para o desfile da coleção primavera/verão (2009) do estilista Dior Homme. A idéia e sugestão para que os Justice fizéssem a trilha pro desfile foi de um cara chamado Kris Van Assche, conhece ele? Se não, deve conhecer a jaqueta de couro bordada à lá Daft Punk, que aparece em Electroma, criada pelo sujeito.

A faixa dura 15 minutos e tem pitadas (segundo uns) de Rondò VenezianoYellow Magic Orchestra e Sebastian, o que não sei afirmar pois não conheço o suficiente, mas é bacana pra gente ir atrás e conferir as inspirações e misturas da dupla.

No mais, os elementos que compõem a estética musical desses franceses estão todos ali, então pra quem é fã deles vale bastante a pena ouvir, baixar e guardar. Mas, não é nada demais. Afinal, tem tudo o que eles já fizeram antes, nenhuma novidade. E eu só falo isso pra fazer a ressalva, pois se não a gente vira aqueles que qualquer espirro do artista é considerado lampejo de genialidade. (É sempre válido cuidar com a dimensão do hype e ter lúcido o valor do trabalho, se não caímos na armadilha dessa indústria cultural maldita, rs).

E você pode ver a faixa em ação, no video abaixo (apenas um trecho do evento). Ouve ela em nosso player ou, se preferir, puxa direto aqui. Além de ouví-la, confere a coleção do Dior também, que nem precisamos dizer  o quanto é foda, certo? Se quiser ver o video do evento todo, entra direto aqui, no site do estilista.

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Mas quem são? Walter Meego

Walter Meego

Na segunda, foi publicado aqui uma entrevista que o Marcus Vinícius Brasil (novo colaborador e autor do blog parceiro Soundscoop) fez com o Walter Meego. Pois bem, choveram cartas aqui na redação perguntando mas que diabos era Walter Meego. Po, gente, em Maio e em Junho o Marcus falou desses caras de Chicago, lá no blog dele, rs. Não leu? Então acessa clicando nos links e caindo lá.

 
icon for podpress  Walter Meego - Voyager (Mai/08) - 01 - Forever: Play Now

No mais, estou aproveitando a oportunidade pra postar o clipe da música “Wanna be a star” e pra avisar que se você vai na confiança direto, então é só clicar aqui no linkzinho e puxar o álbum lançado agora no final de Maio, intitulado “Voyager“. Se está na dúvida, dar play em “Forever“, ali em cima, pode lhe incitar a.

Depois agradece pro Marcus a dica, ok? ;)

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Our Gang

Ourgang

Eles fizeram um show apenas, no ano passado, quando o Diplo desembarcou em Curitiba, trazendo junto o The Twelves e os dj’s da festa santista Popscene. Meses  depois, Our Gang agora dá o ar da graça com as tracks finalizadas, mas que serão lançadas aos poucos, via sua FM, pelo myspace da banda.

Portanto, dá play aí nessa track que possui duas faixas, puxa, adiciona eles lá e vai colecionando. Depois, diz aí o que você achou, pode ser? Ou melhor, diz lá mandando seu feedback pros caras ;) Em breve, mais news a respeito…

 
icon for podpress  Our Gang - Soundbeat (2 tracks): Play Now

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New russian underground: Yogo! Yogo!

Lembra que, posts atrás, o Lula Bastos indicou aqui a banda russa Yogo! Yogo!? Pois bem, eu não dei muita bola pra essa onda new rave (a parte das cores, diversão, tosquice e sua repercussão/manifestação oportunista aqui no Brasil), mas ela me serviu bastante como… constatação, digamos assim.

Bom, o post aqui não é pra falar desse assunto que me dá preguiça, é apenas pra eu colar um video  (de domingo, algo susse, pois ainda estamos descansando de sexta) que vai te mostrar o quanto a onda new rave atingiu até a Russia (e nesse “até” há uma ironia, se você pensar bem).

Que que tem? Nada demais (principalmente o conteúdo do video), mas como se trata de um país bem distante, com uma cultura tão diferente, é bacana ver como a coisa repercutiu por lá. Se diferente ou igual, vai render ao menos uma reflexão ligeira sobre esse lado da música. E, depois, uma preguiça.

Ou não, afinal, tem gente que até hoje ainda tenta propagar a onda que durou algumas semanas nesse mundinho todo. Mas o ruim não é quem gosta dessas bandas ou quem curte essa onda, isso não tem problema algum, o triste (vergonha alheia) é ver essa galera montando bandas tentando fazer música.

Se ainda é recente demais pra se ligar, daqui alguns anos de distância serão somente a piada dos 00’s, não tenha dúvida.

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CSS e o caso Donkey

CSS - Donkey

Eu tenho acompanhado algumas repercussões em relação ao 2o. álbum, “Donkey“, da banda (hoje “do mundo”), CSS. E gostaria de emitir a minha opinião, por motivos que esclareço lá no final do texto.

Nunca fui fã, daqueles de acompanhar desde o começo, pirar com o primeiro álbum, dançar desesperadamente na pista, etc. Apenas fui ouvindo tanto quanto qualquer outra banda que vou dando atenção, sem pôr nem tirar preconceito algum, rs. O que os diferenciava, para mim, e aos poucos foi-me despertando maior atenção e consideração, era 1) o fato de serem brasileiros e isso não há como mudar, nem que soem diferente, nem que desprezem a gente, e 2) estarem fazendo um som original em alguns sentidos importantes: por serem brasileiros e para inglês ouvir. Isso resume minha relação com a banda, até aqui!

Agora, eles lançaram o segundo álbum, “Donkey“. Ok, vamos ouví-lo. É um bom álbum, bem produzido, canções bacanas, alguns hits necessários, um hitzão certo. Está sim mais rock, e, segundo eles, mais por retirarem o electro, do que por acrescentarem aquele primeiro item. E, no geral, parece que estamos nos anos 90. Diagnóstico esse que soa (e é) ruim por significar retrocesso. Mas, entenda, não sou dos que só procuram originalidade e vanguarda em toda produção artística, nem sou dos que acham que vanguarda e originalidade significa fazer “algo diferente”. Afinal, defendo meu direito de ouvir e gostar de tudo, sem antes ter de passar pelo crivo  histórico ou estético. Porém, entendo que repetir o que já foi feito ou empregar uma fórmula já desgastada significa, no mínimo, “empacar”, você não? E, tem outra, a banda  faz a  opção que ela quiser, assim como eu gosto do que estiver a fim, ninguém vai dizer a um ou a outro o que e como. Porém, seja eu ou seja a banda, ambos optamos e sofremos consequências. Nenhum de nós está isento disso, independente de nossas opções serem relevantes só pra mim ou pra você ou pra uma legião de fãs ou a história da música.

Com a opção de “retornarem” ao rock e aprimorarem a técnica, com a brecha para soarem 90’s e a mudança de direção seja qual tenha sido o plano, transformaram o fantasma do 2o. álbum um fenômeno real, transfigurado em resenhas, reviews, opiniões, etc afora. Tudo bem? É claro que não, caramba. A crítica toda, boa ou ruim, te detonando… Isso é bom? Ainda mais para uma banda que experimentou estar na crista e ser destaque também pela música, não somente pela irreverência ou pelo inusitado. E ainda mais para uma banda que não se estabeleceu, que depende de cada passo dado para se firmar. E, ainda por cima, sendo (olha o karma, rs) uma banda brasileira.

O que eu acho de tudo isso é resumível no seguinte: a opção deles para esse segundo trabalho pode ter sido sincera, mas não foi a melhor, está claro (e eu direi em que sentido). Afinal, a partir do momento em que você se iguala a muitos outros, a consequência lógica é que acaba perdendo aquilo que o diferenciava, certo? Com isso, se torna tanto faz. E, nesse segundo álbum, a banda está tecnicamente melhor, o trabalho foi bem feito, as músicas são todas bacanas, rola ouvir o álbum inteiro sem se incomodar e sem pular alguma faixa chata. Porém, dá pra colocar nesse playslist mais uns 10 álbuns, recentes ou não, e deixá-los tocar direto sem intervalo, em qualquer tipo de reunião ou momento em que o que está tocando é mais para ambientar e não para chamar a atenção por ser bom (legal) ou por ser ruim (chato). E pronto!

Eu acho isso muito ruim e considero que eles empacaram. Que não têm o mesmo valor e que não merecem mais a atenção que um dia tiveram. Mas não acho que merecem o desprezo, pois é aquela história, se um dia inspiraram alguma boa crítica ou julgamento, isso quer dizer que ainda os podem. Afinal, não cairam lá de pára-quedas, eles ralaram e tiveram talento para tal. Se não acabou a dose de esforço e de talento, podem retornar, há tempo, ainda que hoje as coisas sejam rápidas demais. E também acho justo que sofram as críticas que vêm sofrendo, como achei justo um dia que repercutissem tanto.

No geral, há aquelas bandas nas quais ficamos de olho apenas para colher dados, não porque acreditamos nelas ou em alguma originalidade. No máximo, damos atenção porque o som é legalzinho e nem tudo do que gostamos tem de ser original. Eis o CSS, hoje. Por mim, tudo bem. Afinal, se você ler os meus posts anteriores, notará que tenho muito mais com que me preocupar e dedicar atenção, notará que tem gente hoje na ponta que, muito possivelmente, não terá apenas talento e esforço somados, mas também visão e, para outros bem poucos, aquele senso de direção que aponta para frente, não para trás nem para o lado.

Eu não gostaria de fazer coro às críticas sérias ou às opiniões generalizadas, todos quase unânimes em seus juízos, fazendo parecer que o CSS fez um álbum ruim. Pois entrar pro coro, ainda que ele diga algo bem relevante, é fazer ecoar demais só esse julgamento. Não é só isso que rolou, a banda não fez um trabalho ruim ou desprezível (e por aí vão algumas críticas mais severas). E é para não fazer parte desse coro que eu emiti minha opinião aqui.

*fazêr côver das Breeders e lançar como lado b do single “left behind” é ironia do destino, certo?

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O novo Last.fm

Lastfm

Desde que o Last.fm era só o Audioscrobbler, a gente é entusiasta do site. Não apenas pelo tema, mas pela ótima idéia, implementações e os serviços oferecidos. Os caras sempre trabalharam bem, visando não apenas a agilidade do scrobbler, mas também fomentando a vida musical em comunidade, promovendo artistas novos, aprimorando e oferecendo boa ferramenta de pesquisa e também, se bem utilizada, permitindo boa divulgação.

Além disso, melhoraram aos poucos o visual de forma brilhante. Eu considerava o antigo design lindo e os serviços extremamente todos proveitáveis. Mas, a coisa não funcionava bem, pelo que parece. O scrobbler era instável, a vida em comunidade tímida, os serviços como a pesquisa não estava bem implementado e não era muito utilizado, etc. Ou seja, não que estivésse ruim, mas certo é que eles sacaram que não estava sendo tão bem utilizado quanto poderia, entre outras coisas.

A equipe dos caras, que sempre trabalhou em prol dos usuários e nós sempre a elogiamos, desde que os caras eram um grupinho numa salinha, resolveu agilizar as coisas e reparar o que não andava bem. Lançaram a nova versão beta, desde Maio, e foram fazendo os devidos testes e corrigindo as urgências até abrir o beta a todos os usuários, agora em julho. E, então, veio a gritaria generalizada.

Antes mesmo de abrir para todos, já tinha usuário reclamando da mudança sem sequer utilizar as novas implementações. Como se caso o visual mudasse para o ‘menos bonito’ o serviço cairia na mesma proporção. Uma lógica burra. “Ui que feio, não gostei”. Lamento por quem está avaliando por aí. Antes disso, pergunte a eles assim então: “por que não poderia ter desenvolvido tudo naquele visual mesmo?”. Aí começa o diálogo. E os caras vão apresentar os porquês (dê uma lida no blog), quem sabe abram até abram o jogo e revelem a tática de mercado por trás do novo visual, pois se assemelhar ao Facebook não deve ser de graça, etc.

Enfim, não vou entrar nessa discussão do mais ou menos bonito. Pra mim, isso pouco importa, afinal feio também não está. Se mudou e está no mínimo ok, então a gente se acostuma. Pois, o que irá determinar essa passagem serão os serviços implementados. Algumas mudanças como a pesquisa, o destaque aos artistas e a tentativa em promover mais e melhor a vida em comunidade estão claras e são melhores. Aos poucos, você vai percebendo que há mudanças que estavam pedindo o redesenho da estrutura e uma alteração mais radical que apenas um reparo aqui e ali.

Segundo o que consegui sacar, o scrobbler está sendo melhorado, a velocidade de navegação também, etc. Como ainda não deu tempo de avaliar, não vou comentar muito, preciso ter mais tempo pra usar tudo. Mas, de cara, dá pra concluir duas coisas: 1) falar que é feio e ir reclamando do last.fm é estúpido e 2) o voto de confiança nos caras, que merecem, permite que utilizemos o serviço até sentir se as mudanças promovem as funcionalidades ou não fazem diferença.

Aí, depois disso, você dá seu feedback com as devidas considerações, que tenho certeza que os caras levarão em conta. Agora, ficar mandando email com reclamação, desde já, como está ocorrendo, pode até ser que os faça voltar à versão antiga, mas certamente não revela que os usuários deram valor ao que mais importa ali, que é o serviço.

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Je vous présente: Yeasayer en vive

Yeasayer

Está claro que cheguei atrasado. Confessei no meu post sobre a banda, dias atrás. Como se o conteúdo da confissão fosse importante… Quem dá a mínima para o atraso?

A urgência com que se vive o ‘hoje em dia’, às vezes até ela precisa de um tempo, certo?, até essa urgência precisa fingir para si mesmo que a vida tem maior sentido que uma novidade, o jornal de hoje, a pré-estréia e por aí vai.

Por que você diz isso, Denis? Pois bem, meu caro, você que se dedicou a ler até aqui, que se dedicou a ler sobre o Yeasayer dia desses (ou que se dedicará) e compartilha do verbo que estou conjugando, esse post é para os que se deslumbram (deslumbrar que vem do verbo admiração, manja? Conjuguei ele aqui antes de ontem sobre o Lupe Fiasco. Conjugo ele aqui direto).

Deslumbrar-se no sentido mais íntimo. Quando você descobre algo que, independente da época em que surgiu, lhe faz querer gritar para todo mundo à sua volta “você já ouviu isso!?” (E se o sujeito já ouviu, você reclama: “e como nunca me falou a respeito!?”) Bom, esse é o espírito da INMWT, que se às vezes parece um blog informativo (lamento os deslizes), você que acompanha a tempo suficiente sabe que é do sentimento de partilhar algo junto que nós surgimos. Eis o que sustenta tudo.

Não somos jornalistas, não somos críticos e não temos pretensão a nenhum desses partidos. Gostamos de falar do que gostamos com a vontade maior até do que o conteúdo. Mas, saiba (e creio estar claro) não maior que a sinceridade. O que é a sinceridade? Não é o entusiasmo pela banda dos amigos, da novidade descoberta, pelo oportunidade de ganhar visitas, é a sinceridade que não precisa estar escrita.

De fã para fã de música boa ou ruim (quem atestará? Não importa, músicas das quais gostamos demais), permita-me insistir no tema e colar aqui esse video feito pelo Blogoteque, video no qual a banda canta “2080″ ali na hora com o povo que estava naquele apartamento, qual recebeu reclamação do morador vizinho a respeito do “barulho”. Depois, mais embaixo, eu colo a letra da música (não vou comentar, só leia) e o link pra mais um video, esse agora feito pelo Pitchfork.tv.

É um prazer para mim esse blog existir para que eu possa compartilhar essas coisas com você. Você mesmo, que em relação a outro artista que eu gostei pode ter detestado. A pluralidade, ‘hoje em dia’, é mais urgente ;)

Verse 1:

I can’t sleep when I think about the times we’re living in,
I can’t sleep when I think about the future I was born into,
Outsiders dressed up like Sunday morning,
With no Berlin wall what the hell you gonna do.

Chorus:

It’s a New Year,
I’m glad to be here
It’s a fresh spring,
So let’s sing.

In 2080
I’ll surely be dead
So don’t look ahead,
Never look ahead

It’s a New Year,
I’m glad to be here
It’s the first spring,
So let’s sing.

And the moon shines bright
On the water tonight
So we won’t drown
In the summer sound.

Verse 2:

If you find me I’ll be sitting by the water fountain,
Picket signs, letdowns, meltdown it’s Monday morning
But it’s alright, it’s alright, it’s alright, it’s alright
It’s alright,
Cause in no time, They’ll be gone I guess I’ll still be standing here.

Chorus

Bridge:

Yeah Yeah we can all grab at the chance and be handsome farmers,
Yeah you can have twenty one sons and be blood when they marry my daughters,
And the pain that we left at the station will stay in a jar behind us.
We can pickle the pain into blue ribbon winners at county contests.

Chorus

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Lupe Fiasco

Lupe Fiasco

No post passado, provoquei o Claudio, que deveria ter citado Yeasayer em algum lugar, seja no blog ou no podcast dele, afinal (você sabe o porquê pois já escrevi lá). Pois bem, agora novamente faço referência a ele  pois muita coisa boa que estou ouvindo, esse ano, vem do cara.

Dia 9 de maio, surgiu mais um episódio do Tanque, podcast acima referido1. Intitulado “Colheita maldita“, nele o Claudio garimpava o hip-hop recente (dezembro/o7, Janeiro/08) e apresentava artistas de peso, ainda que sem muito respaldo por aqui. Foi dali que tirei o Blak Spade2 e, agora, apresento a quem ainda não conhece, o rapper Wasalu Muhammad Jaco.

LUPE FIASCO

Das mixtapes aclamadas pela crítica, participação em “Touch in the sky” (do Kanye West), convites do Jay-Z, até os 3 Grammys com o álbum de estréia “Food & Liquor” (Set/06)3, o lançamento do 2o. álbum “The Cool” (Dez/07)4, a mixagem da dupla francesa Justice para esse segundo álbum, participação no Glastonbury, são apenas 3 anos.

 
icon for podpress  Lupe Fiasco - The Cool (Dez/07) - Fighters (ft. Mathew Santos): Play Now

De 2005 a 2008, Lupe Fiasco se tornou um rapper diferenciado, entre aqueles que não anseiam o maistream, são convidados por aclamação, como foi o caso. O hip hop é um gênero fértil, há muito talento e verdade presente nos artistas dessa sonoridade, dos que percorrem as vias alternativas aos que estão nos holofotes.

Que Kanye West fez um dos álbuns mais fodas (”Graduation“), disso não temos dúvidas. Mas, perceba, se você puder fazer o exercício de ouvir os dois e comparar, o quanto a sonoridade possui roupagens diferentes. São linguagens que atendem a épocas um tanto distantes no tempo histórico, mas ambas atuais. Como isso?

Lupe Fiasco remete ao rap que vou chamar de poético, já Kanye é mais glamuroso. A diferença na coloração das músicas é evidente, as texturas de um se transformam no embalo do outro. Duas épocas, eu disse acima? É mais no sentido de que, pra mim, rola dizer que se pegar esses dois álbuns lançados em 2007 (Graduation com The Cool), você estará ouvindo o que há de melhor entre as décadas de 90 e a de agora, no sentido “melódico”.

Se eu não sei explicar exatamente como eu vejo, dispense esses dois parágrafo e dê play nos álbuns. Tenho certeza que valerá bem mais a pena tirar as conclusões por si.

NERD

O fato é que o terreno anda bem fértil, e isso não é incomun a esse gênero, certo? Com Lupe Fiasco a coisa toda muda um pouco de figura, se você estava acostumado (como não estar?) aos gangsta de revistas…

Nosso rapper é assumidamente um nerd (fora do comun. Some aí as referências): skateboarder, adorador de video-games, mangás, Star Wars, muçulmano, Bansky, Nietzsche… e por aí vai! Bom, se você não, eu fiquei de cara. Talvez seja por isso que as verdades estejam tão próximas desse gênero (e eu estou falando dele e de caras como o Black Spade), pois deixando um pouco de lado a face glamurosa, você tem poesia urbana sob bases analógicas, rs.

Esse juízo não é por si relevante. Adorar (no sentido de adoração mesmo) o que está fora dos holofotes não significa que sob as sombras a estética é mais bem talhada. Mas, que há um ar romântico nisso, do qual não consigo me desinfluencirar, isso há. Papo estreito, nada de factual, ok? Só uma confissão que não me atrapalha o juízo mais racional. Quem me conhece sabe que odeio a distinção pop x alternativo. Portanto, que a ressalva tenha sido feita :)

THE COOL

The Cool

Foi por onde comecei. Aliás, sequer terminei5. Nesse álbum, Lupe reúne alguns bons nomes (alguns que eu sequer sabia que existiam, fui descobrir quem eram. Gostei), saca só: Nikki Jean, Matthew Santos, Snoop Dogg, Sarah Green, Unkle, Gem Stones, etc.

Essa música que eu postei pra você ouvir e baixar, “Fighters“, acaba comigo. Considero-a sensacional. E não tem nada demais. Um refrãozinho bacana, o rapper lá cantando, uma base, texturas… Como se o simples fosse pouco, não é?

Eu realmente fico de cara e animado com o meu momento histórico, a época em que vivo, quando me deparo com artistas assim. Esse tipo de obra me faz aceitar com tolerância e serenidade todo tipo de hype, onda, tendência, mainstream… Não o contrário, e sabe por quê? Porque, no fundo, você sabe onde está o valor e que o mundo vai além, está ali logo mais, vá andando sem medo…

When the fighters are all around
All the lovers are underground
No one will save you anymore
So what’s happening, what you rapping about?
little boy. Is it cars? Is it girls? Is it money?
The world?

São pérolas que lhe aguardam. 19 faixas. E eu sequer comecei a ouvir o aclamado “Food & Liquor” (nome em referência a lojas de Chicago, cidade natal dele).

A essa altura do post eu já nem sei por onde comecei e aonde estou, foi mal. Dá uma assitida no video dessa música, que postei porque eu curto o modo como esse cara pensa. E, novamente eu digo, se ao menos 1 pessoa descobrir Lupe Fiasco através desse post, ele já terá valido a pena e esse blog se justificado mais um dia ;)

Superstar” (ft. Matthew Santos)

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2.5

  1. ouça pelo nosso player aqui ou direto no post []
  2. que foi ouvido pelo Guga Azevedo e, essa semana, faz parte da programação da Lúmen FM. Achei foda []
  3. download via torrent []
  4. via torrent []
  5. ouço tudo diriamente, sem receio de me enfadar, rs []

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Yeasayer

Yeasayer

Pára tudo. Como eu nunca tinha ouvido falar em Yeasayer antes?

 
icon for podpress  Yeasayer - All Hours Cymbals (Out/07) - 01 - Sunrise: Play Now

Por acaso, pelo Twitter, li que o Guga Azevedo (nosso querido colunista ausente, que terá cadeira cativa eternamente, rs) não parava de ouvir. É claro que fui interceptá-lo, via MSN, pra saber mais a respeito. Uma hora depois, eu tinha ouvido todo o All Hours Cymbals e estou de cara, até agora!

Não é possível que essa banda tenha passado despercebida pelo Claudio Szynkier, nosso colunista ligadíssimo no que rola por essas “bandas” (da região, da sonoridade, etc). Po, Claudio, até agora eu não encontrei, no blog nem na comunidade do Descobrindobandas. O que rolou? Brooklyn, caríssimo, rs.1

Meu povo, é sério. (Ok, descontem o deslumbramento histérico). O debut deles, com All Hours Cymbals, foi em Outubro do ano passado. Ecoou por aqui em Janeiro, Fevereiro, mas passou despercebido por muita gente. Porém, encontrei uma resenha muito bacana, aqui, escrita pelo Marcus Vinícius. Leiam que vale muitíssimo a pena! Tanto vale que eu sequer vou arriscar falar algo do álbum, além de recomendar aos seus ouvidos, pra já.

Assim como vou recomendar a entrevista deles concedida ao blog Salad Day Music. Entrevistas dessa natureza são ótimas, o papo é sempre reto. Nelas, tu saca muita coisa, pois os caras jogam aberto, falam de tudo, num papo descontraído. Não há a seriedade e o cuidado que há quando o veículo é de grande porte. Os caras falam da formação da banda, a produção do álbum, os freelas pra sustentar a carreira, a tour com o MGMT e sua relação, sobre o único single lançado, que foi a “2080” que tu vê, abaixo, novas composições, etc.

E eu encerro esse post deslumbrado, no qual só faço referências, com o final do texto do Marcus Vinícius. Tem tudo a ver com o contexto em que ele pôs o trabalho do Yeasayer e mais, saca só:

No single de “2080″, uma mensagem com os seguintes dizeres acompanhava o disco: “Em 2080, apenas a iluminação poderá evitar o terror em todos os lugares”. Talvez seja a tentativa de mostrar que, se tantas referências culturais podem coexistir em um único disco, uma resolução similar para nossos problemas políticos e humanitários ainda seja possível.

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  1. Justiça seja feita, a cobrança em torno do Claudio é porque ele tá realmente ligado no que rola por esses lados, haja visto o primeiro programa do podcast dele, que inclusive foi o 2o. “praouvir” do player da inmwt e ainda está ali pra você dar uma orelhada. Se chama “O Brooklyn de Chris Taylor“, que você pode ler na íntegra aqui []

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Melody Gardot

Lembra quando eu me empolguei, numa manhã de domingo, descobrindo cada nuance do álbum da Adele? Ouvindo “Worrisome Heart1, de Melody Gardot2, sou transportado para aquele mesmo lugar e lá, daquela posição comfortável, aconchegante, desfruto da mesma sensação. Do soul ao jazz…

Worrisome Heart
(depois de terminar o post, resolvi disponibilizar essas três faixas)

 
icon for podpress  Melody Gardot - Worrisome Heart (Fev/08) - 01 - Worrisome Heart: Play Now

 
icon for podpress  Melody Gardot - Worrisome Hear (Fev/08) - 02 - All that I need is love: Play Now

 
icon for podpress  Melody Gardot - Worrisome Heart (Fev/08) - 04 - Sweet memory: Play Now

Cada canção desse seu primeiro álbum é trabalhada com esmero notável, um cuidado que flerta com o virtuosismo sem exibições, belo no que há de mais simples e contido. Acompanhar a voz terna de Melody não é fácil, pois cada nota solta, cada instrumento que passeia ao seu lado tem de o fazer com cuidado. E tudo flui, a música paira, sua voz flutua…

Você ouve um álbum de jazz que está na linha tênue das grandes obras dessa sonoridade, sem necessariamente reclamar posições, apenas pelo prazer de fazer música e provocar sensações. E ao saber que Melody sofreu um acidente, aos 19 anos, que quase tirou sua vida e lhe deixou sequelas não curadas mas atenuadas pela música, então a coisa toda muda um pouco de figura. O que ela está cantando mesmo? Deixa eu ouvir direito cada letra que ela sonoriza… É belíssimo.

Bom, voltando à realidade, fui buscar maiores informações a respeito de como foi a produção desse trabalho. Ela sofreu o acidente e como forma de terapia, digamos, o médico recomendou-lhe fazer música. Some aí uma bela parceria com seu produtor, músicos de primeira e surge um lindo álbum. Abaixo, deixo uma entrevista com ela. Eu puxei o álbum já faz um tempo, nem lembro de onde, mas uma busca rápida e você o encontra por aí (qualquer coisa, reclame pra mim que eu lhe passo com prazer).

E espero que alguém goste dela ao menos metade do que eu curti :) Aí esse post já terá valido a pena.

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2.5

  1. lançado em fevereiro, desse ano []
  2. qual já citei aqui []

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EP, Sebastien Grainger

Sebastien Grainger - American Names / Ways to Come Home (2008)

Não precisamos mais apresentar o cara, certo? (Se ainda carece, clica) O Vinicius postou na seção de downloads, da comunidade, o novo trabalho (na real, duas músicas num EPzinho) do Sebastien. Acredito que ele esteja testando a aceitação, tomando rumo e tentando mostrar, timidamente, a que virá.

Você pode avaliar isso puxando esse EP, por aqui1, e depois indo atrás de “Are there ways to come home?” (eu a postei aqui, em Fevereiro, mas já tirei do ar. Se não achar por aí, me pede que eu envio fácil). Essa música ganhou nova roupagem e virou “Ways to come home“. “American ways” é a outra, na mesma linha e solicitando boas-vindas.Ouve e me diz se você irá aguardar chegar o álbum…

E naquele post de fevereiro, eu perguntei pra ele sobre sua banda. Afinal, os The Mountains tinham participação criativa ou só fariam o background ao vivo? Ele deu a letra, mas não era exatamente oficial ou estava bem explicado. Pois bem, agora está, no site dele. Saca o trecho:

Sebastien Grainger and The Mountains is not really a band, it’s the idea of a band. When Grainger set out to make his first solo record he weighed his options- in one hand he held a guitar and a microphone and, in the other, he held everything else.”

Acessa o site, atualizado, e lê a bio, que parece tentar explicar o que Sebastien está pretendendo. Parece que as coisas estão se oficializando. Demorou, mas ele está vindo à tona. Fã do DFA que fui, estou de olho sempre. E você?

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  1. senha: nodata.tv []

LEIA TAMBÉM:

Rapidinha 1: Feed for animals, Girl Talk

Girl Talk

Tô na correria, então vou soltar duas notas rápidas…

Entrei essa semana no myspace e recebi o aviso de que o cara havia postado nova música. Fui (confere o myspace dele. A música saiu do ar, mas a página mudou bastante, olha os amigos dele, rs) e me deparei com faixa estranhíssima. E aí busquei mais a respeito e saquei. Já puxei o álbum por esse link aqui, garantido! ;)

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LEIA TAMBÉM:

Rapidinha 2: “World music”?

CSS + World music

Só eu fiquei interessado nisso que o Lucius informou, essa semana?

O CSS, segundo o “Observer”, lidera uma tendência forte de globalização da música que está redefinindo o termo “world music”.

Pois, se você ficou interessado em saber mais, vou deixar uns caminhos aqui e aqui, que ainda não tracei e só o poderei bem mais tarde. Então, que alguém vá percorrendo e depois me avisa até onde chegou ; )

CSS are on the cover - that bunch of Sao Paulo hipsters, darlings of the NME, and a group who no-one would want to box off as a ‘world music’ act.1

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