Archive for the 'Mario Sagayama' Category

Duas rapidinhas

E aí, quem já viu o clipe novo do Weezer?
Reconheceram as personalidades do You Tube?

Já ouviram o Man Man? Ouçam e digam o que acham! (ps: não vale comparar com Captain Beefheart, Zappa ou Tom Waits).

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Peggy Sue and the Pirates

Katy Klaw e Rosa Rex tinham o filme Empire Records e sua coleção de bootlegs da Regina Spektor como base da amizade. Então, em 2006, Katy recebeu uma proposta para fazer um show e convidou sua amiga para que tocassem juntas. A performance teve duração de apenas três músicas - sendo que uma delas havia sido composta na mesma noite - mas já foi suficiente para que se iniciasse o projeto Peggy Sue and the Pirates.

A dupla soa como Kate Nash, Mallu Magalhães, um “quê” de Cat Power e, como sua assistente de imprensa me disse: ” como os Moldy Peaches se eles tivessem crescido ouvindo Sleater Kinney e aprendido a cantar com a Billie Holiday “.

O mais interessante é que, neste ano, vão lançar um cd demo por mês que será gravado em um dia e terá a capa desenhada por elas. A tiragem vai ser de 100 cópias para cada disco novo. O preço? 4 libras. Para comprar? Aqui.

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Kaki King

Há um mês, saiu o álbum Dreaming of Revenge da Kaki King, música que começou tocando bateria e passou para o violão para tocar nos festivais da faculdade e no metrô de Nova York.

Seu primeiro álbum, Everybody Loves you, é de 2003, o seguinte, Legs to Make us Longer, é de 2004, e o terceiro, Until We Felt Red, é de 2006. O interessante é que até o terceiro álbum, ela só cantava em uma ou, no máximo, duas faixas. Daí já se pode imaginar a razão: é uma ótima violonista. Suas músicas instrumentais são cheias de técnica e, o mais incrível, não são chatas. Acho que desde o Man or Astroman? ou o Tokyo Ska Paradise Orchestra, eu não ouvia bandas sem vocal que realmente me agradassem.

Bem, para quem nunca ouviu a Kaki, o que eu recomendo é que vá até o myspace dela (www.myspace.com/kakiking), escute “Pull me out alive”, inverta todos os valores dessa música, e aí sim poderá entender o resto da discografia.

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The Kooks

Depois de muito tempo ausente, eu volto para dizer pouco. Vazou o disco novo do Kooks. Acho que a uma hora dessas, todos já devem tê-lo ouvido. O que acharam?

Sinceramente, acho que ou o assunto não rende, ou a minha percepção está péssima. Isso porque dediquei meus três últimos dias ao Konk. Minhas impressões: continuam na mesma onda pop com toques de reggae, só que aprenderam a fazer isso melhor; o disco tem uma constância que o faz ser bem mais agradável do que o Inside in, Inside out, ele corre bem sem termos que pular faixas; as guitarras estão muito mais legais; “See the sun” e “Mr Maker” tem o ar “Sofa Song”, “One last time” tem um “quê” de “Ooh La” (e o melhor de tudo, sem refrão), “Shine on” é a nova “She moves in her own way”, e “Sway” é a nova “I want you back”, “Stormy Weather” é boa pra se cantar junto - na verdade, todas deles são - , “Love it all” é adolescente demais - como todas as outras, “Gap” é a mais legal, “Do you wanna” , “Down to the market” e “Always Where I need to be” são o que há de mais pop do novo álbum.

Assim até parece que eu não gosto deles. Não, eu gosto. Só não sei por quanto tempo. A musicalidade da banda continua nos mesmos eixos de 2006, mas será que os fans também? Eu não. O que, provavelmente, os faz serem assim são as letras. Uma comparação com o Franz Ferdinand pode deixar o argumento mais claro: a banda escocesa também é pop, mas as letras, nem tanto. São mais maduras, não exalam um sentimentalismo superficial. A razão que faz os Kooks serem assim é impossível de se descobrir. Pode ser tanto um lado mainstream deles; pode ser até jogada de gravadora, que tem noção do sucesso com o público adolescente; ou, o pior, pode ser que tudo isso seja sincero.

É errado dizer que a banda é ruim, mas para que isso não seja feito, ela deve ser analisada a partir do parâmetro de uma banda que está estagnada em se tratando do conteúdo de suas canções.

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Quase sobre uma banda

Um quarteto inglês (ok, não é surpreendente) que toca bem aquele rock dos nossos tempos (acho que ninguém se assustou). E vocês se perguntam: “e daí?”.

Em entrevista com o vocalista dos Talk Taxis ,Will White, descobri que a banda começou há dois anos atrás quando ele conheceu, através de um professor de música, Dan, o baterista, que já estudava no mesmo colégio que Tom. Nathan, o último a se juntar ao grupo, era de um ano acima ao do Will no colégio. Com apenas dois anos (não percam isto de vista), a banda tocou no Latitude Festival, abriu para os Maccabees, Kate Nash e Jack Penate.

O que ouvíamos há dois anos atrás? Resposta fácil: Arctic Monkeys. Se ouvirmos hoje o Talk Taxis não nos impressionaremos tanto. Isso por serem sucessores do quarteto de Sheffield. A partir disso, podemos pensar mais a fundo a história do rock contemporâneo: o rock moderno pós-2006 não chegou até hoje em um ponto que possa soar muito diferente dos “macacos”, assim como aconteceu após os Strokes. Não estou excluindo o Arcade Fire, Clap Your Hands Say Yeah ou Mars Volta, que são muito mais anti-rock e por isso devem ser consideradas separadamente; assim como The Fratellis; em alguns termos, The Kooks; ou Kings of Leon, que são de influências diferentes e não são da mesma vertente de “new rock”. Ou seja, enquanto os irmãos (e primo) de Nashville ouviam atentamente Creedence antes de gravar seu primeiro disco, os Arctic Monkeys provavelmente se concentravam mais em Gang of Four. Ou até o Interpol, que não precisa nem ter sua influência máxima citada, mas que não mudou a “cara” da música. O mesmo raciocínio pode ser usado para Kaiser Chiefs e o britpop dos anos 80-90, Subways e sua tentativa de grunge.

O fato é que aconteceu algo similar ao surgimento da Bossa Nova em 58 quando todos os músicos foram correndo tentar aprender o violão sincopado de João Gilberto, só que dessa vez com Alex Turner. É por isso que no mundo pós-ArcticMonkeys, assim como era no pós-Strokes, às vezes se ouve apenas uma música de alguma banda nova e já se sabe o que esperar (isso pode resultar em erro: é só ouvir os dois discos do Libertines em seqüência para entender), mas é certo quando se ouve bandas como Moptop, Rockz, Little Man Tate, Milburn.

A vantagem disso é que as músicas são de fácil digestão e, com isso, podem tocar tranqüilamente em todas as pistas. Assim, “Back on the road” dos Talk Taxis pode estourar com facilidade. Agora, o que podemos fazer é esperar um disco novo do quarteto de Sheffield; mais uma imensidão de “bandas-cópia”; e, quem sabe, algo novo e diferente que vá apontar um novo caminho estético.

Ps: legal mesmo teria sido se todas as bandas tivessem resolvido copiar o The Horrors. Imagina?

Ps2: www.myspace.com/talktaxis

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Volta a ser!

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Num livro que eu estou lendo há um trecho que diz algo como “uma boa obra de arte é aquela que ao apreciá-la, podemos perceber um caminho novo por ela aberto, e não aquela que nos faz sentir que o ponto máximo já foi atingido”.

The Mars Volta, é sobre eles este post. Faz um mês que saiu o último disco de Cedric Bixler Zavala e Omar Rodrigues Lopez que, em muitos aspectos, não decepciona (instrumental ótimo e boas músicas). O problema: Bedlam in Goliath é de muito mais fácil e rápida digestão que os três anteriores. Não sei se só eu que sinto isso ou se é comum. O que, para mim, era incrível nos discos passados era que minha atenção devia estar completamente voltada ao som durante todas as músicas (já que sempre havia a possibilidade de uma surpresa). Não há nenhuma música tão “L’via L’viaquez” ou “Cassandra Gemni” no quarto álbum da banda. É claro que a surpresa ou a heterogeneidade não são os únicos pontos a serem considerados numa banda, isso fica claro pois bandas como Ramones, Dinosaur Jr. e até o Sonic Youth são de grandeza indiscutível e não se encaixam muito nas características dos três primeiros discos do Mars Volta.

Bem, a banda continua sendo ótima, mas o que eu senti nesse último disco é que eles chegaram já ao ponto máximo. Não dá pra ter certeza do que farão nos próximos discos, mas acho que Bedlam In Goliath mostra que seria melhor se a banda desse intervalos maiores para lançar álbuns (não que a qualidade seja prejudicada, mas não é aquele Mars Volta), para que não caiam na mesmice.

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In shoegaze we trust

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Pois é, estranhem, mas não vai ser um artigo sobre new music, mas, sim, sobre a volta do incrível quarteto irlandês My Bloody Valentine. No começo dos anos 80, liderados por Kevin Shields, o quarteto começou o que mais tarde seria chamado pelos jornalistas de shoegaze (que é, basicamente, música com letra bonitinha, melódica e guitarras gritando no fundo). Com apenas dois discos lançados ( o Isn’t Anything de 88 e o Loveless de 91), a banda tem mesmo uma “epgrafia” com 9 eps lançados. A banda se separou quando deveriam estar gravando seu terceiro disco.

O que interessa, pra nós do INMWT, é que a banda voltou e logo mais aparecerá com algo gravado, ou, pelo menos, alguns shows. O que já dá pra saber é que foram convidados pro Coachella, mas negaram por não estarem prontos ainda. O bom disso tudo, é que os fans de Wry, Asobi Seksu, Amusement Parks on Fire finalmente vão poder ouvir e entender qual é a maior influência de algumas dessas e de outras bandas de hoje em dia. Agora é só esperar (com Ecstasy & Wine)

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It’s a Menomena!

Acabou de chegar em minhas mãos um dos melhores discos que ouvi nos últimos tempos. Minha amiga viu numa loja na Inglaterra, achou bonitinho e trouxe pra mim. A banda é a Menomena, formada nos idos de 2000 em Portland. O primeiro álbum foi lançado em 2003 e se chama “I am the fun blame monster” , que é um anagrama para The First Menomena Album. E a criatividade não pára por aí. O segundo, é um instrumental lançado em 2005, mas vou me atentar mais ao último, lançado no começo do ano passado. Pois é, já completou um ano de idade e só fui conhecê-lo agora. O nome da banda, dizem, é esse por causa daquela música que tocava nos Muppets (Mah Nà Mah Nà).

A sonoridade? Bem, dá pra dizer, sem muita precisão, que são da mesma tendência do Architecture in Helsinki, The Boy Least Likely to ou o Clap Your Hands Say Yeah. O que é possível afirmar categoricamente é que, do início ao fim, o terceiro disco soa bastante como o Flaming Lips. E isso, de coincidência, não tem nada (eles abriram seu primeiro show com ” The abandoned hospital ship”, música do “Clouds Taste Metallic” lançado em 1995 pela banda influenciante).

“Friend or Foe”, o álbum que gostaria de tratar aqui, é ótimo. Todas as músicas são feitas numa simplicidade complexa - melodias simples com aparições de diversos instrumentos e, ainda mais, na hora certa, o que faz com que a harmonia seja incrível. Destaque para “Boyscout’n”, nona faixa do cd.

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