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CSS e o caso Donkey

CSS - Donkey

Eu tenho acompanhado algumas repercussões em relação ao 2o. álbum, “Donkey“, da banda (hoje “do mundo”), CSS. E gostaria de emitir a minha opinião, por motivos que esclareço lá no final do texto.

Nunca fui fã, daqueles de acompanhar desde o começo, pirar com o primeiro álbum, dançar desesperadamente na pista, etc. Apenas fui ouvindo tanto quanto qualquer outra banda que vou dando atenção, sem pôr nem tirar preconceito algum, rs. O que os diferenciava, para mim, e aos poucos foi-me despertando maior atenção e consideração, era 1) o fato de serem brasileiros e isso não há como mudar, nem que soem diferente, nem que desprezem a gente, e 2) estarem fazendo um som original em alguns sentidos importantes: por serem brasileiros e para inglês ouvir. Isso resume minha relação com a banda, até aqui!

Agora, eles lançaram o segundo álbum, “Donkey“. Ok, vamos ouví-lo. É um bom álbum, bem produzido, canções bacanas, alguns hits necessários, um hitzão certo. Está sim mais rock, e, segundo eles, mais por retirarem o electro, do que por acrescentarem aquele primeiro item. E, no geral, parece que estamos nos anos 90. Diagnóstico esse que soa (e é) ruim por significar retrocesso. Mas, entenda, não sou dos que só procuram originalidade e vanguarda em toda produção artística, nem sou dos que acham que vanguarda e originalidade significa fazer “algo diferente”. Afinal, defendo meu direito de ouvir e gostar de tudo, sem antes ter de passar pelo crivo  histórico ou estético. Porém, entendo que repetir o que já foi feito ou empregar uma fórmula já desgastada significa, no mínimo, “empacar”, você não? E, tem outra, a banda  faz a  opção que ela quiser, assim como eu gosto do que estiver a fim, ninguém vai dizer a um ou a outro o que e como. Porém, seja eu ou seja a banda, ambos optamos e sofremos consequências. Nenhum de nós está isento disso, independente de nossas opções serem relevantes só pra mim ou pra você ou pra uma legião de fãs ou a história da música.

Com a opção de “retornarem” ao rock e aprimorarem a técnica, com a brecha para soarem 90’s e a mudança de direção seja qual tenha sido o plano, transformaram o fantasma do 2o. álbum um fenômeno real, transfigurado em resenhas, reviews, opiniões, etc afora. Tudo bem? É claro que não, caramba. A crítica toda, boa ou ruim, te detonando… Isso é bom? Ainda mais para uma banda que experimentou estar na crista e ser destaque também pela música, não somente pela irreverência ou pelo inusitado. E ainda mais para uma banda que não se estabeleceu, que depende de cada passo dado para se firmar. E, ainda por cima, sendo (olha o karma, rs) uma banda brasileira.

O que eu acho de tudo isso é resumível no seguinte: a opção deles para esse segundo trabalho pode ter sido sincera, mas não foi a melhor, está claro (e eu direi em que sentido). Afinal, a partir do momento em que você se iguala a muitos outros, a consequência lógica é que acaba perdendo aquilo que o diferenciava, certo? Com isso, se torna tanto faz. E, nesse segundo álbum, a banda está tecnicamente melhor, o trabalho foi bem feito, as músicas são todas bacanas, rola ouvir o álbum inteiro sem se incomodar e sem pular alguma faixa chata. Porém, dá pra colocar nesse playslist mais uns 10 álbuns, recentes ou não, e deixá-los tocar direto sem intervalo, em qualquer tipo de reunião ou momento em que o que está tocando é mais para ambientar e não para chamar a atenção por ser bom (legal) ou por ser ruim (chato). E pronto!

Eu acho isso muito ruim e considero que eles empacaram. Que não têm o mesmo valor e que não merecem mais a atenção que um dia tiveram. Mas não acho que merecem o desprezo, pois é aquela história, se um dia inspiraram alguma boa crítica ou julgamento, isso quer dizer que ainda os podem. Afinal, não cairam lá de pára-quedas, eles ralaram e tiveram talento para tal. Se não acabou a dose de esforço e de talento, podem retornar, há tempo, ainda que hoje as coisas sejam rápidas demais. E também acho justo que sofram as críticas que vêm sofrendo, como achei justo um dia que repercutissem tanto.

No geral, há aquelas bandas nas quais ficamos de olho apenas para colher dados, não porque acreditamos nelas ou em alguma originalidade. No máximo, damos atenção porque o som é legalzinho e nem tudo do que gostamos tem de ser original. Eis o CSS, hoje. Por mim, tudo bem. Afinal, se você ler os meus posts anteriores, notará que tenho muito mais com que me preocupar e dedicar atenção, notará que tem gente hoje na ponta que, muito possivelmente, não terá apenas talento e esforço somados, mas também visão e, para outros bem poucos, aquele senso de direção que aponta para frente, não para trás nem para o lado.

Eu não gostaria de fazer coro às críticas sérias ou às opiniões generalizadas, todos quase unânimes em seus juízos, fazendo parecer que o CSS fez um álbum ruim. Pois entrar pro coro, ainda que ele diga algo bem relevante, é fazer ecoar demais só esse julgamento. Não é só isso que rolou, a banda não fez um trabalho ruim ou desprezível (e por aí vão algumas críticas mais severas). E é para não fazer parte desse coro que eu emiti minha opinião aqui.

*fazêr côver das Breeders e lançar como lado b do single “left behind” é ironia do destino, certo?

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“Cannonball”, por CSS + “Left behind”, remix por Midnight Juggernauts

Css

Você já ouviu o côver de “Cannonball“, das Breeders, que o CSS lançou como lado B de “Left behind“? No mais, essa história toda do 2o. álbum deles e as críticas generalizadas rende. No mínimo, uma boa aula de jornalismo (uma optativa de sábado, vai).

Em tempo, você chegou a ouvir ou a gente já comentou e deixou aqui o remix que os Midnight Juggernauts fez para a “Left behind“? Se não dá play ou puxa de vez.

 
icon for podpress  CSS - Cannonball (The Breeders): Play Now

 
icon for podpress  CSS - Left behind (Midnight Juggernauts remix): Play Now

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Donkey, CSS

CSS - Donkey (2008)

Como a gente acompanhou o escoar de 4 músicas reais, 1 fake e um álbum inteiro falsificado, rs, nada mais justo que, agora, espalhar o álbum oficial, certo? Enjoy!

1. Jager Yoga
2. Rat Is Dead (Rage)
3. Let’s Reggae All Night
4. Give Up
5. Left Behind
6. Beautiful Song
7. How I Became Paranoid
8. Move
9. I Fly
10. Believe Achieve
11. Air Painter

Link 1 #ou# Link 21

Mais: “O lançamento oficial de “Donkey” (que quer dizer “burro”) será no dia 21 deste mês pela Sub Pop / Warner. No final de abril, a banda paulistana - que se apresentou nesta sexta (4) no festival de jazz de Montreux e sábado (5) no Les Eurockeennes, na França - colocou a canção “Rat is dead (rage)” para download gratuito em seu site oficial.

A faixa ganhou um clipe dirigido por Nima Nourizadeh, que pilota também os vídeos de “Ready for the floor” e “Over and over”, do Hot Chip, além de “LDN” e “Littlest things”, da cantora Lily Allen.

Produzido pelo músico Adriano Cintra no estúdio da gravadora Trama, em São Paulo, e mixado em Londres pelo produtor Mark “Spike” Stent, que tem no currículo parcerias com Radiohead, Madonna e Björk, o disco ressalta o lado mais roqueiro da banda já na primeira faixa, “Jager yoga”. 2

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  1. eu puxei desse link aqui e parece estar tudo bem ok ;) []
  2. Link []

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Cansei de ser… (2x)

CSS

Mais duas novas e, pelo jeito, vamos completar o álbum Donkey aos poucos, conforme eles vão soltando por aí as faixas. Parece que a proliferação fake e essa correria desenfreada pelo novo álbum atiçou tanto, que virou uma boa campanha viral. Ouça (e baixe) o hit “Move“, aí:

 
icon for podpress  CSS - Move: Play Now

Opa, mas cadê a segunda faixa, Beautiful song“?  Você pode ouvir direto aqui, que foi de onde peguei e de quem falei, logo abaixo, ou fazer o download direto, na confiança, por aqui.

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“Let’s reggae all night”, mais CSS [Fake]

Embaixo você tem o post antigo, de ontem. Agora, a real: segundo Vinicius e o Phill, a música é falsa, os disseram a Flávia, o Adriano e tal (leia os comments ou o tópico na comunidade). Ok, gente! Mas com essa onda de soltar uma a uma ia aparecer uma fake, né não? (rs) Não fui eu, pelo menos!

Bom, estou retirando a música, que tinha sim o vocal da Lovefoxxx, mas repetido, segundo Phill segundo o próprio Adriano segundo… Parecia mesmo uma CSS mais devagar, novo álbum, odor 80`s de começo e por aí vai… Só que era fake, certo? Ou não e essa news é fake? (rs) Aguardamos novas infos e mais músicas de uma tal CSS…

Vai fazendo as contas com a gente, já são três faixas do novo álbum, além do preview. E, agora, mais CSS vazando através do blog amigo Penetration Club. Pra quem está duvidando de que vai ser rock, vai na baladinha e se deixa levar, que essa é a onda agora. E pra quem não aguenta comer aos poucos e quer tudo de uma vez, grita no ouvido do Jack pra ele dizer quem é a tal amiga que já possui o álbum todo. Assim vocês infernizam a vida dela até ela passar a bola, rs.

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CSS, Donkey (album preview)

Donkey, CSS

O Caffarena publicou, ontem, um preview do novo álbum do CSS, que saiu na rede essa semana. Eu recorto dele lá e colo pra gente aqui também. Ouve aí:

 
icon for podpress  Donkey, CSS (album preview): Play Now

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Rat is dead, CSS

Vamos de Cansei. Se você ainda não viu, aí está a capa do Donkey, segundo álbum da banda, que agora é (só) de rock. Duvida? Dá play logo mais, abaixo.

Capa do Donkey, CSS

 
icon for podpress  CSS - Rat id dead: Play Now

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