Terça-feira, publiquei aqui sobre Gabriella Cimi, que seria uma das “novas Amys”, vindo da Austrália. Pois bem, meus caros, eu aguardei comentários mas eles não vieram, a não ser por um lá na comunidade. E bastou. Franz:
Odeios esses criticos preguicosos, tudo pra eles é A-nova-Amy.
Bom, tentei explicar o seguinte. Essa Gabriella, até onde sei (e cheguei a ela assim), não foi recomendada por críticos, mas por fãs. Sim, boca a boca virtual. Se você entrar em páginas que falam dela e abrem para comentários, os leitores comentam “não-sei-que Amy”, ou seja, a comparação está lá, vem deles.
A conclusão é portanto clara. Pode ou não pode haver “novas Amys”, isso é o de menos. Mas o fato é que o público em geral parece estar comprando fácil a idéia. Na página da Amazon, quando você entra pra supostamente comprar o álbum da australiana, abaixo vem um “a galera que compra esse álbum também compram… Adele… Duffy… etc”.
Vocês estão ligados, que eu sei, pois quando eu escrevi sobre a Adele e sobre a Duffy, eu me referi ao termo “new amys” (ou à comparação inevitável), o qual já era antigo, rs. Ele foi apresentado no The Times de 30 de Dezembro do ano passado. Depois, propagou-se (The Guardian, 27 de Janeiro; The Independent, 5 de Fevereiro) e tem servido quase de gênero a essa nova onda, trazida por Amy Winehouse e a atualização da sonoridade “motown”. Enfim, detesto as comparações e ondas (se só ficarem nelas mesmas), mas parece que estou sempre investigando-as e sem sair de dentro delas.
Porém, desta vez não vou tematizar, apenas quero dizer aqui que a coisa está ficando séria. Com a Amy aparecendo mais nos noticiários policiais que musicais, decaindo pelos palcos afora (viram o show dela no RIR? Triste!), o espaço para as novas musas vai se abrindo e elas vêm chegando, “o momento é esse”, devem pensar.
E dále gravadoras, produtores, críticos, e até fãs, todo mundo atrás delas. Com vocês, mais uma pretendente, agora vindo de outro continente… Gabriella Cilmi.
ps.: mais sobre ela, depois que eu conseguir ouvir o álbum todo ;)
Duffy vai pra Rock Ferry, uma península britânica mais perto de Liverpool que da costa de seu País de Galês. No caminho, ela leva algumas canções e traz consigo amores frustrados pela desilusão. Não sabemos se por apenas um homem, se por alguns, só sabemos que ela sofre. Durante Rockferry, ela cede e se entrega, ela acredita e se fere, ela até tenta ferir ou se mostrar forte e decidida, mas em algum momento declina…
Para nós, que acompanhamos suas confissões e diálogos, fica claro que Duffy não aguenta mais. Quando não é vítima de uma ilusão, está cedendo aos anseios de outra paixão e, ao final, resta-lhe o desamparo. Talvez, sua única saída seja ir-se dali, pra algum lugar que a faça refletir e obedecer aos seus anseios de sonhadora sem ceder à realidade dos amores em falta. “Serious in love“.
Rockferry é um álbum com altos e baixos, como muitos de estréia o são. Se, em alguns momentos, o arranjo peca pelo melodrama, em outros alcança espontaneidade que dá tons de originalidade. A mim, ele soa instrumentalmente desinteressante, apesar de bem composto. Sou mais os músicos descontraídos de Amy Winehouse, que a orquestração dos de Duffy, bem como os arranjos daquela que os desta. E essa referência a Amy é proposital, claro, uma vez que eu detesto comparações. Explico-me. Traço esse paralelo apenas pra elevar Duffy à categoria das novas musas que estão surgindo, pois se lá temos uma doida apaixonadamente desvairada, aqui temos uma ingênua amorosamente bonzinha, manja como? Não me interessa qual delas é mais interessante, nesse sentido, o fato é que nas duas temos belos exemplares femininos, com o que as mulheres têm de melhor, que é a entrega às suas paixões sem o lado cerebral que no homem estraga tudo.
Aos românticos e melosos de plantão, Duffy os deleitará. E apesar de eu não gostar dela, nem desse álbum (tanto), justamente por isso, reconheço a beleza do seu trabalho, considero bem sinceras suas composições e respeito seus sentimentos e até me sensibilizo por eles. A depender da imagem que ela nos deixa, após as 10 faixas, quem sabe num próximo encontraremos outra Duffy, renascida das desilusões sofridas. Tomara!
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¹Álbum pra download na comunidade, aqui.
² Quer vê-la ao vivo, cantando Warwick Avenue? Então, clica.
³ Mais sobre ela? Myspace e site. Enjoy!
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